Mais
×

As dez principais características da Floresta Amazônica

Conheça o "pulmão do mundo"
Mario Tama/Getty Images News/Getty Images

Introdução

A Floresta Amazônica, também conhecida como Amazônia, é uma das maiores reservas naturais do planeta. Cerca de 20% de todo o oxigênio encontrado na atmosfera terrestre é produzido nesse bioma, o que explica o título "pulmão do mundo". Ela é casa da mais ampla variedade de fauna e flora de que se tem conhecimento, além de ser regada pelo Rio Amazonas, do qual recebe seu nome, que corta nove países da América do Sul da nascente à foz. Conheça fatos e características surpreendentes sobre a maior das florestas tropicais.

A Floresta Amazônica fica localizada na América do Sul
Mario Tama/Getty Images News/Getty Images

Geografia e relevo

A Floresta Amazônica fica localizada na América de Sul em uma região equatorial, tendo 60% de sua extensão territorial na região Norte do Brasil, 13% no Peru e porções menores distribuídas entre Bolívia, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa, somando nove países. Essa região é constituída basicamente por três tipos consistentes de relevo terrestre: ao sul, o Planalto Central; ao norte, o Planalto das Guianas e, ao centro, a Planície Sedimentar Amazônica, todos com menos de 1.500 m de altitude.

Os números da Floresta Amazônica impressionam
Hemera Technologies/AbleStock.com/Getty Images

Dimensões

Atualmente, área da Amazônia é de 5.200.000 km². Para se ter uma ideia, isso é mais que a metade de toda a extensão territorial do continente europeu. Vale lembrar, porém, que esses números se referem apenas a uma região administrativa definida por lei chamada de Amazônia Legal. A cobertura total dessa floresta tropical é de 6.900.000 km², cobrindo 49% do território brasileiro. Além disso, se não fosse pelo fato de a região ter tido 40% de sua área desmatada nas últimas quatro décadas, os valores seriam ainda maiores.

A arara é apenas uma das maravilhosas espécies encontradas na Amazônia
Jupiterimages/Photos.com/Getty Images

Biodiversidade

Alguns estudos e pesquisas revelam que a Floresta Amazônica detém aproximadamente 1.800 espécies de aves, 2.500 de peixes, 320 de mamíferos e dezenas de espécies de répteis, anfíbios e insetos. Embora esses sejam os números oficiais, eles não são absolutos ou definitivos, visto que muitas espécies permanecem desconhecidas pela classe científica e pelos povos locais. De qualquer forma, é nessa região onde 20% das aves e 10% dos mamíferos de todo o planeta são encontrados. Entre os integrantes do reino animal que normalmente habitam essa floresta tropical, estão a arara azul, a tartaruga-da-amazônia e o jacaré-açu.

A ausência de raios solares no solo amazônico impede o desenvolvimento da vegetação rasteira
Mario Tama/Getty Images News/Getty Images

Vegetação

O reino vegetal também agrega a diversidade do ecossistema amazônico. Abrigo para aproximadamente 30 milhões espécies de vegetais, a floresta possui plantas de grande destaque, como a castanheira, a seringueira, o cacaueiro e uma das marcas registradas da Amazônia, a vitória-régia. Um grande número de árvores encontradas ali são de grande porte e ficam próximas uma das outras, o que dificulta a chegada dos raios solares ao solo. Isso impede o desenvolvimento da vegetação rasteira e torna o reflorestamento de áreas devastadas muito lento. Apesar disso, a flora se mantém viva por causa do equilíbrio mantido pelo ecossistema local.

O clima amazônico é tipicamente equatorial
Mario Tama/Getty Images News/Getty Images

Clima

Vários fatores determinam o clima atual da região Amazônica. O mais importante deles é a disponibilidade de energia solar, através do balanço de energia, que gera uma pequena variação ao decorrer do ano. O valor médio de temperatura anual permanece entre 24°C e 26°C durante o dia, com uma amplitude térmica sazonal de 1°C a 2°C. Os picos de temperatura e as precipitações não apresentam variações significativas, resultando em um clima equatorial, ou seja, quente e úmido, com um período chuvoso que dura cerca de seis meses.

O Rio Amazonas corta nove países da América do Sul
Mario Tama/Getty Images News/Getty Images

Hidrografia

Nenhum outro sistema natural de irrigação do planeta se compara ao da Floresta Amazônica. A região conta com os grandes rios Negro, Araguaia, Nhamundá, Tocantins, Xingu e Tapajós. No entanto, o Rio Amazonas é o seu coração hidrográfico. Com nascente na Cordilheira dos Andes (Peru) e foz no Oceano Atlântico, junto à Ilha do Marajó (Brasil), o Amazonas recebe vários nomes ao longo do caminho, como Apurímac, Ucayali, Tunguragua, Marañón e Solimões. É o segundo rio mais extenso do mundo, com 5.825 km, e tem a maior bacia hidrográfica, com mais de 100.000 km² de área submersa durante o período das secas e até 350.000 km² nas cheias.

A atividade agrícola e extrativista da Amazônia é muito expressiva
Mario Tama/Getty Images News/Getty Images

Agricultura e extrativismo

A Amazônia contribui significativamente nas atividades de agricultura, extração e mineração realizadas no Brasil. Cerca de 80% de todo o alimento que consumimos sai de florestas tropicais, como a Amazônia. Alguns desses alimentos incluem chocolate (cacau), arroz, tomate, batata, banana, pimenta, abacaxi e milho. Destacam-se também produtos tipicamente tropicais, como açaí, palmito, guaraná e castanhas. Devido ao seu rico potencial mineral, as indústrias de materiais siderúrgicos e minerais também encontram na Floresta Amazônica uma fonte quase sem fim de matéria-prima. Exemplos de materiais extraídos são madeira, látex, manganês, ferro e bauxita.

Atualmente com uma população pequena, os povos indígenas ainda habitam a Floresta Amazônica
Mario Tama/Getty Images News/Getty Images

Povos indígenas

A população indígena da Amazônia pode ser classificada nos troncos linguísticos Aruaque, Jê, Karib, Pano, Tukano e Tupi. Eles vivem basicamente das atividades milenares pelas quais são conhecidos, como caça, pesca, agricultura e extrativismo. As principais culturas plantadas para consumo são mandioca, milho, algodão, tabaco e frutas em geral. Eles possuem em suas comunidades curandeiros, conhecidos como "pajés", que transmitem seu conhecimento sobre rituais e produtos homeopáticos aos mais jovens. Encontram-se divididos em tribos nômades ou permanentes que podem ter de 200 a 300 membros.

O maior desenvolvimento industrial da Amazônia concentra-se na Zona Franca de Manaus
Thomas Northcut/Photodisc/Getty Images

Zona Franca de Manaus

Localizada no coração da Floresta Amazônica, a Zona Franca de Manaus é uma área comercial de importação e exportação livres, onde se aplicam incentivos fiscais especiais com o objetivo de fortalecer a indústria, o comércio e a agricultura local, sob condições que permitam o desenvolvimento. Atualmente, cerca de 110.000 colaboradores atuam em suas respectivas multinacionais, que incluem vários setores, como de eletroeletrônicos, informática, duas rodas, químicos e termoplásticos. As empresas instaladas na Zona Franca possuem benefícios, como isenção de impostos sobre importação e exportação, desconto parcial sobre o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e isenção por dez anos de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), taxa sobre alvará de funcionamento e serviços de limpeza e conservação pública.

O desmatamento sem precedentes da Amazônia ameaça a sua existência
Brent Stirton/Getty Images News/Getty Images

Desmatamento

Até a metade do século 20, a Floresta Amazônica permaneceu praticamente intacta. Calcula-se que, desde a invasão portuguesa em 1550 até 1970, somente 1% da reserva havia sido desflorada. No entanto, considerando apenas os últimos 40 anos, quase 20% do bioma foi destruído e estudos feitos pelo Banco Mundial apontam que, caso não haja nenhuma intervenção por parte das autoridades competentes, no ano 2025, haverá apenas um quarto da Amazônia. Caso o desmatamento frenético continue no mesmo ritmo depois disso, espera-se que sobre não mais que 5% da vegetação em 2075.