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Dicas para não exceder os gastos com o seu cartão de crédito

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Introdução

O cartão de crédito pode auxiliar nas finanças da família se for utilizado com cuidado. Muitas operadoras de cartão e bancos que o emitem têm programas de fidelização. Por meio deles, você pode juntar pontos e trocá-los por diversos produtos. Além disso, há pessoas que se "controlam" melhor ao reunir todas as contas no cartão de crédito. No entanto, é maior o número de pessoas que perdem o controle ao utilizar o "dinheiro de plástico" e acabam se endividando, pagando juros altos e entrando em uma "bola de neve". Saiba os cuidados que você deve ter para não se tornar um refém dele.

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Regras

O cartão de crédito é um meio de pagamento eletrônico. Ao utilizá-lo, é como se você tivesse tomando um empréstimo, que terá de ser liquidado no mês seguinte ou nos próximos. Se não pagá-lo, terá que pagar juros altíssimos. O cartão possui um limite de compras definido pelo emissor, seja um banco ou uma operadora. Os juros que incidem sobre as compras podem ser pelo atraso no pagamento ou pelo não pagamento integral da fatura. Os juros do cartão de crédito são os mais altos do mercado, chegando próximo dos 200% ao ano.

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Pague o valor total

As taxas de juros dos cartões de créditos são as mais altas do mercado, seguidas pelas taxas do cheque especial. Para fugir deles, é importante que você liquide a fatura total do mês. Se pagar a parcela mínima do cartão, você acumulará para o próximo mês as compras não pagas, as novas compras e os juros do crédito rotativo. Até mesmo para manter um bom relacionamento com o banco, é importante pagar o valor total da fatura. Assim, quando precisar de algum serviço da instituição, como um empréstimo ou financiamento, você terá mais pontos a seu favor.

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Planeje o quanto pode gastar

Lembrando que é importante pagar o valor total da fatura do cartão, você precisa se planejar para saber o quanto pode gastar com ele. Mesmo que seu banco dê um limite de R$ 10 mil para serem gastos no cartão, você precisa lembrar que seu salário não cobre essas despesas se você as realizar. Defina o valor que pode gastar com o cartão de crédito e estipule que tipo de despesa você vai realizar com ele: roupas, gasolina, restaurante. Assim, fica mais fácil evitar entrar no crédito rotativo e pagar juros altos.

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Evite muitas parcelas

Outra facilidade que você encontra em muitos estabelecimentos comerciais é o parcelamento do valor da compra no cartão de crédito. Assim, você pode parcelar a compra de uma geladeira de R$ 1 mil, por exemplo, em dez parcelas de R$ 100. O valor pode ser baixo, mas é preciso lembrar que, se você tiver parcelas de valores baixos de várias compras, somadas elas podem ultrapassar o quanto você pode gastar com o cartão. Evite fazer compras parceladas. Se as fizer, anote cuidadosamente o valor de cada parcela para evitar problemas.

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Tenha apenas um cartão

Se um cartão de crédito já pode ser uma armadilha nas mãos de algumas pessoas, imagine então mais de um. Alguns bancos oferecem bandeiras diferentes para o cliente. No entando, o ideal é ter apenas uma. Dessa forma, você centraliza os gastos e paga apenas uma anuidade. Se você não é uma pessoa muito controlada, também evita o risco de torrar os limites de dois ou mais cartões. Escolha o que mais se aplica à sua renda e necessidades, como o cartão internacional, ou o que lhe dá mais pontos no programa de fidelização e utilize-o para ajudar na organização das finanças pessoais.

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Negocie o valor da anuidade

Quanto mais benefícios o cartão de crédito oferece, maior é a anuidade. O valor pago também depende do limite de compras que é oferecido. No entanto, se mantiver um gasto mensal regular - e se esse valor for considerável -, você pode negociar a taxa da anuidade. Alguns cartões são oferecidos sem anuidade, por isso pesquisar é necessário. Caso o seu cobre anuidade, converse com o gerente do banco ou procure a operadora do cartão e peça descontos. As anuidades podem começar em R$ 60 e ultrapassar os R$ 300 ao ano.

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Cartão pré-pago

Há cartões de crédito pré-pagos que podem ajudar você no controle das finanças. Para utilizá-lo, basta carregar o cartão com um valor e você irá utilizá-lo como um cartão de débito para pagar suas compras. Os cartões recarregáveis podem ser pedidos até mesmo por quem não tem conta em banco, o que facilita o acesso para quem não deseja ter vínculo com uma instituição bancária. Para solicitá-lo, basta ir a uma agência bancária e pedir as informações. Para esse tipo de cartão, não é necessário comprovar renda. Os pré-pagos também são muito utilizados por quem quer viajar, mas não quer levar o dinheiro em espécie e deseja controlar os gastos.

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Contrate juros menores

Se você faz muitas parcelas no cartão de crédito, compromete seu poder de compra. Além disso, se não puder pagar o valor integral da fatura, será vítima de juros muito altos. Os juros do parcelamento do cartão de crédito variam de 8% a 11% ao mês. Outros tipos de crédito ao consumidor, como empréstimos bancários, têm taxas mais baixas – de 3% a 4% ao mês. Portanto, se você não conseguir pagar o valor integral da fatura do cartão, pode compensar recorrer a um financiamento para quitá-la. Dessa forma, você foge dos juros altíssimos e se programa para evitar cair novamente nessa situação.

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Outras formas de comprar

Quer melhor forma de fugir dos gastos excessivos com cartão de crédito do que simplesmente não usar o dinheiro de plástico com tanta frequência? Dê preferência às compras à vista. Peça sempre descontos e negocie antes de realizar a compra. Se for parcelar, pesquise a menor taxa de juros. Não parcele compras no cartão se você não for pagar a fatura em dia ou não for quitar o valor total das faturas. O principal é planejar e programar seus gastos, evitar contrair novas dívidas antes de pagar as anteriores e poupar pelo menos 10% do seu salário. Assim, você terá uma reserva de emergência.

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Deixe o cartão em casa

Se você não tem tanto controle sobre o cartão de crédito, é bom evitar tê-lo à mão. É muito fácil tirar o cartão da carteira e pagar pela bolsa que estava em promoção na vitrine do shopping, sem se lembrar de que terá que liquidar a fatura. Se você é consumista e anda precisando economizar e se livrar das dívidas do cartão de crédito, a dica é deixa-lo em casa. Saia com dinheiro e o cartão de débito. Assim, você gastará apenas o que realmente pode e não contrairá novas dívidas, que podem resultar em dor de cabeça no mês seguinte.