Diferença entre literatura moderna e conemporânea

Escrito por colby phillips | Traduzido por pedro santos
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Diferença entre literatura moderna e conemporânea
Escritores pós-modernos desafiaram as noções literárias convencionais (Creatas Images/Creatas/Getty Images)

O movimento modernista na literatura, que foi do século 19 a meados do século 20, foi caracterizado por inovações como a narração em fluxo de consciência, expansão e contração do tempo narrativo e arcos narrativos fragmentados. A literatura contemporânea (muitas vezes chamada de pós-moderna) foi mais longe ao incorporar elementos da paródia de gêneros e pastiche, novas mídias, absurdismo e ironia, desenvolvendo um estilo autorreferencial que chamava atenção para seu próprio artifício.

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Paródias de gênero

Certas obras da literatura modernista já eram conhecidas por subverter os gêneros clássicos, como o épico heroico, ao parodiar elementos do gênero sob a forma de pastiche. Mas as obras pós-modernas utilizaram essa técnica de maneira ainda mais deliberada e consciente. Alguns exemplos incluem “O arco-íris da gravidade”, de Thomas Pynchon, que se apropria de temas de histórias em quadrinhos e da arte folk e “O almoço nu”, de William S. Burrough, que incorpora elementos da ficção detetivesca.

Novas mídias

O pós-modernismo se diferencia do modernismo porque explora o ambiente da mídia que proliferava no pós-guerra. Alguns exemplos incluem o estilo de jornalismo autorreferencial de Hunter S. Thompson em trabalhos como “Medo e delírio em Las Vegas” e a o modo como Don DeLillo incorpora noticiários de rádio e televisão a sua novela “Ruído branco”.

Absurdismo

O tema do absurdo foi desenvolvido em movimentos modernistas como surrealismo e dadaísmo e desempenhou um papel ainda mais importante na literatura pós-moderna. Um dos trabalhos mais conhecidos do absurdismo pós-moderno é “Esperando Godot”, de Samuel Beckett, que apresenta dois personagens esperando absurdamente um evento que nunca ocorre.

Ironia

Talvez a característica mais conhecida das obras pós-modernas seja o uso de ironia, autorreferências e artifícios deliberados. No modernismo, a ironia era muitas vezes utilizada em referência a algum gênero específico ou como recurso narrativo, mas, no pós-modernismo, a ironia é usada para questionar a própria ideia de literatura, arte e cultura como um todo. Alguns exemplos incluem “Fogo Pálido”, de Vladimir Nabokov, que emprega um poema dentro do livro para satirizar o estudo acadêmico da literatura e o conto de Jorge Luis Borges “Diálogo sobre um diálogo”.

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