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Os efeitos dos conflitos sobre os diamantes de sangue

Atualizado em 21 novembro, 2016

Os termos "diamantes de conflito" e "diamantes de sangue" se referem aos diamantes minerados e comercializados com o propósito de sustentar guerras, de acordo com as Nações Unidas. O Processo de Kimberley, implementado em dezembro de 2000 e apoiado por várias empresas de produção de diamantes da África, assegura que agora diamantes que não sejam usados para o suporte de conflitos possam ser identificados por um certificado de legitimidade. Embora países africanos como Serra Leoa e Angola agora estejam em paz e tenham virtualmente eliminado o comércio ilegal de diamantes, os diamantes de sangue ainda compõem 1% do mercado mundial dessa pedra.

Quando um diamante chega ao mercado, é quase impossível saber sua origem (huge diamond image by sumos from Fotolia.com)

Grupos rebeldes

O dinheiro ganho com o comércio dos diamantes de sangue dá suporte a grupos rebeldes que pretendem tomar controle à força de uma área, atuando fora dos governos reconhecidos. Isso pode levar a violentas guerras civis nas regiões afetadas, com o dinheiro dos diamantes financiando vários tipos de armas, de acordo com a Anistia Internacional.

Sofrimento dos civis

De acordo com a Anistia Internacional, entre 50.000 e 75.000 civis foram executados durante a tomada de Serra Leoa em 1991, e mais 20.000 sofreram amputações de mãos, braços, pernas, orelhas e lábios. Isso foi feito para mandar uma mensagem ao presidente Ahmad Tejan Kabbah após seu apelo para que as pessoas "dessem as mãos em paz". Sabe-se que grupos rebeldes também sequestraram crianças para treiná-las como soldados.

Impossibilitamento do desenvolvimento

De acordo com as Nações Unidas, o comércio de diamantes de sangue só deve evitar o crescimento econômico dos países afetados. Sem os conflitos causados por esse comércio ilegal, os países teriam potencial para a construção de infraestrutura, aumentando a probabilidade de sucesso de empresas legalizadas.

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