O que são extremistas muçulmanos?

Escrito por harrison pennybaker | Traduzido por raquel l. pontes
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O que são extremistas muçulmanos?
O extremismo está presente nos vários aspectos da sociedade, tanto no Ocidente como no Oriente (Getty Images)

Desde os ataques ao World Trade Center em Nova York em 11 de setembro de 2001, o terrorismo em geral e o extremismo muçulmano — também conhecido como extremismo islâmico — ganharam ampla atenção. Entretanto, o extremismo político e religioso se apresentam sob diversas formas e existe há centenas de anos. O extremismo muçulmano é só uma forma de extremismo, embora receba mais cobertura que outras fontes no momento.

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O que é extremismo?

O extremismo refere-se a crenças, métodos e ações tomadas por um indivíduo ou grupo de indivíduos, especialmente quando buscam uma meta política. O que torna essas crenças, métodos e ações "extremas" é sua relação com crenças e ações mais comuns e aceitas. Por exemplo, extremistas religiosos podem ler textos sagrados e não aceitar nenhum desvio em suas prescrições. Eles também podem defender a violência como um meio de conquistar seus objetivos ao invés de debater e fazer acordos.

O que é o extremismo muçulmano?

O extremismo muçulmano é um tipo particular de extremismo religioso e político que ganhou popularidade após 2001. Extremistas muçulmanos são religiosos fundamentalistas. Eles tendem a acreditar em uma leitura direta do livro sagrado islâmico, o Corão, e muitas vezes insistem que as proibições e prescrições do livro sejam seguidas com precisão. Eles também frequentemente defendem uma resistência violenta àqueles que são vistos como um desafio a suas metas políticas e religiosas. Essa resistência violenta é comumente conhecida como terrorismo.

Extremismo e terrorismo muçulmano

Os ataques de 2001 ao World Trade Center são um exemplo de ato terrorista perpetrado por extremistas muçulmanos antiamericanos e antiocidente. O complexo empresarial era visto como um símbolo do imperialismo e da decadência ocidental. Outros atos terroristas perpetrados por extremistas muçulmanos incluem ataques antissemitas contra ônibus e outros espaços públicos em Israel, assim como ataques a bomba em trens ao redor do mundo, como o que aconteceu em 2004 na Espanha.

Predomínio e localização

Fanáticos muçulmanos não são comuns, assim como fanáticos cristãos, judeus e ateus também não são. Entretanto, dada a natureza frequentemente devastadora e chocante de suas atividades, os extremistas muçulmanos ganham muita atenção quando falam ou agem. O problema é em escala global, mesmo que não seja em grande número. Fanáticos muçulmanos existem em países ocidentais, como os Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá. Eles são encontrados principalmente em países islâmicos ou que possuem grande concentração de muçulmanos, como Marrocos, Iraque, Paquistão, Líbano e Iêmen. É importante notar que os extremistas nesses países com frequência atacam outros muçulmanos, e não apenas estrangeiros e membros de outras fés.

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