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O que é e como funciona a previdência privada

Com o envelhecimento da população brasileira, uma das questões nacionais é como financiar a aposentadoria de quem vai viver até mesmo algumas décadas a mais. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é a entidade do governo para a aposentadoria. Mas, muito provavelmente, a aposentadoria do INSS será baixa, para você manter sua vida em um bom padrão. Logo, é importante ampliar e diversificar seus investimentos, para ter um futuro mais tranquilo. Uma das opções é a previdência privada. Saiba o que é este tipo de investimento e como funciona.

É importante diversificar investimentos, para manter um padrão de vida na aposentadoria (Brand X Pictures/Stockbyte/Getty Images)

O que é

A previdência privada é um tipo de aposentadoria que não está ligado ao sistema do governo, ou seja, ao INSS. Ela pode complementar a sua aposentadoria garantida por lei. Para contratar um plano de previdência privada, você precisa ir a uma instituição financeira. Esse tipo de previdência é fiscalizado pelo governo federal.

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Previdência privada é um tipo de aposentadoria não ligada ao INSS (Photodisc/Photodisc/Getty Images)

Como funciona

Ao investir em um plano de previdência privada, você tem a opção de escolher o valor que será investido e a periodicidade da contribuição. Pode-se investir um valor único anualmente, por exemplo, ou fazer investimentos mensais. Escolha se, no futuro, quer sacar o valor total em uma parcela única ou receber o valor dividido em parcelas mensais. Você também optar por quando vai sacar o dinheiro. Mas é importante lembrar que a previdência privada é um investimento que compensa, se for a longo prazo.

Você pode escolher o valor e a periodicidade da contribuição (Digital Vision./Photodisc/Getty Images)

PGBL

Há dois tipos de previdência privada, o PGBL -- Plano Gerador de Benefício Livre -- e o VGBL -- Vida Gerador de Benefício Livre. O primeiro é recomendado para quem tem maior renda e faz a declaração completa do Imposto de Renda. A razão é que o valor pago ao PGBL pode ser abatido do imposto, no limite de 12%. No entanto, no momento do saque, o imposto pago é sobre o valor total que havia no fundo.

Quem declara o Imposto de Renda completo pode optar pelo PGBL (Digital Vision./Photodisc/Getty Images)

VGBL

O VGBL, por sua vez, é indicado para quem tem renda menor e faz a declaração simplificada do Imposto de Renda ou é isento da declaração. Ele não pode ser abatido do imposto. Mas, no momento do saque, apenas sobre o rendimento e não sobre o valor total do fundo.

VGBL é indicado para quem é isento do Imposto de Renda ou faz declaração simplificada (Jupiterimages/BananaStock/Getty Images)

Pesquisa

No site da Susep (Superintendência de Seguros Privados), o órgão do governo federal que fiscaliza os planos de previdência privada existentes no País, você pode consultar as entidades financeiras que contam com planos de previdência e seus rendimentos. É importante fazer a pesquisa para se certificar da idoneidade da empresa e do investimento.

Susep fiscaliza entidades financeiras que têm planos de previdência (Hemera Technologies/AbleStock.com/Getty Images)

Taxas

As empresas geralmente cobram três tipos de taxa do investidor que opta pela previdência privada. São elas: taxas de carregamento, uma taxa mensal sobre a contribuição; taxa de gestão anual e taxa de saída, que é aplicada no momento que o investidor resgata seu dinheiro. O mercado trabalha com uma taxa de carregamento média de 5% ao ano.

É preciso pesquisar taxas, antes de contratar o plano de previdência (Jupiterimages/liquidlibrary/Getty Images)

Planejamento

Muitas vezes, na hora de contratar o plano, a pessoa faz seu investimento de acordo com sua renda. Mas, ao longo do tempo, ela deixa de atualizar o investimento, mesmo que a renda e o padrão de vida tenham melhorado. É importante que as contribuições sejam atualizadas, para que o investidor tenha uma renda futura que mantenha seu padrão de vida atual. O interessante é fazer uma revisão do investimento a cada cinco anos.

Dica é avaliar o plano a cada cinco anos, para verificar novos aportes (Jupiterimages, Creatas Images/Creatas/Getty Images)

Tributação

Há dois tipos de tributação sobre seus investimentos: a regressiva e a progressiva. A regressiva privilegia quem não vai retirar o dinheiro antes do tempo previsto. Se você tirar seu investimento antes dos dois anos, paga 35% de imposto. A cada dois anos, a taxa diminui cinto pontos percentuais e chega a 10%, para quem faz a retirada após 10 anos de contribuições. A tributação progressiva começa no zero e chega a 27,5%. Por esta razão, é indicada para o investidor que pensa em mexer no dinheiro antes do prazo.

Tributação pode ser regressiva e progressiva (Digital Vision./Photodisc/Getty Images)

Flexibilidade

Os planos de previdência privada são flexíveis. Você pode alterar o valor das contribuições, parar os aportes por um período e até mesmo transferir o investimento de uma instituição para outra, que tenha taxas melhores. Para a portabilidade do plano -- ou seja, para levá-la para uma instituição com taxas e rendimentos melhores, existe uma carência de 60 dias, a partir da primeira contribuição.

O plano de previdência pode ser transferido de um banco a outro, se o cliente preferir (Jupiterimages/BananaStock/Getty Images)
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Referências

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