Como funcionam os bônus corporativos

Escrito por w d adkins | Traduzido por marcos vinicios de araújo barros
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Os bônus corporativos são instrumentos particulares de confissão de dívida. As empresas os usam a fim de pedir dinheiro emprestado para as despesas de capital, expandirem e para uma variedade de outras razões. O investidor que compra um bônus empresta dinheiro a uma empresa em troca de um pagamento anual fixo chamado de taxa de juros de bônus de cupom, que geralmente é pago em parcelas semestrais. Os bônus corporativos são populares entre os investidores, porque dão um bom rendimento e oferecem menor risco que as ações. Esses bônus são emitidos com valor nominal (declarado). Esse valor é a soma que a empresa deve pagar ao debenturista quando o bônus vencer. Os bônus corporativos têm vencimentos de até 30 anos (às vezes até mais), e a maioria tem um valor nominal de US$1.000,00 (mil dólares) ou US$ 5.000,00 (cinco mil dólares). Eles são negociados como as ações, portanto, o preço deles varia. A menos que um bônus esteja muito perto de vencer, o preço dele raramente será o mesmo que o valor declarado.

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Rentabilidade

Pelo fato dos preços dos bônus corporativos oscilarem no mercado, os rendimentos deles dependem do preço real, não do valor nominal. Quando um bônus é vendido mais caro que o valor declarado (venda supervalorizada), o rendimento é menor, porque a taxa de juros de bônus de cupom é fixa. Contudo, você está pagando mais caro pelo bônus. O mesmo acontece se o preço do bônus cai abaixo do valor nominal (negociado com desconto). A taxa de juros de bônus de cupom permanece a mesma, mas, desde que você pague menos pelo bônus, a porcentagem do rendimento será maior. Por exemplo, suponha que um bônus corporativo tenha uma taxa de juros de bônus de cupom de R$ 80,00 e um valor nominal de R$ 1.000,00. Portanto, a taxa de cupom será 8,0%. Se o preço do bônus cai para 75% do valor nominal (um preço de mercado de R$ 750,00), a mesma taxa de cupom será de R$ 80,00. Seu rendimento é de R$ 80,00 dividido por R$ 750,00 ou 10,67%.

Influências do mercado

Umas das coisas que mais influencia os preços dos bônus é a taxa de juros vigente. Se esta subir, por qualquer razão (Regras do Banco Central ou inflação, por exemplo), o rendimento de um bônus se torna menos atraente. O preço cai até que o rendimento aumente para coincidir com as novas taxas de juros. Se elas caem, os rendimentos dos bônus se tornam mais atraentes, aumentando a demanda de investidores e levando os preços para cima até que o rendimento corresponda novamente às novas taxas.

Risco de crédito

O outro fator principal que afeta o preço e o rendimento dos bônus corporativos é o risco. Esse tipo de bônus, principalmente os "bônus de primeira linha" de alta qualidade, são considerados investimentos seguros; mas isso não quer dizer que eles não estejam em risco. Os bônus corporativos são classificados por meio de avaliadores independentes como o Moody’s (ver link em referências), de acordo com a credibilidade da empresa que os emite. Os melhores bônus classificados como (AAA) são considerados os mais seguros. Estes tendem a apresentar rendimentos um pouco mais baixos, porque os investidores ficam dispostos a pagar mais por um bônus de menor risco. Se a classificação de uma empresa cai, o preço do bônus também vai junto, aumentando o rendimento para compensar o aumento do risco. Os chamados "bônus de alto-risco" são classificados dentro de uma patamar de risco muito elevado. Eles têm os rendimentos mais altos, mas as chances de que os investidores recebam o valor investido de volta quando os bônus vencerem são bem menores.

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