A geografia das colônias sulistas americanas no século 17

Escrito por kenneth w. michael wills | Traduzido por jose airton almeida neto
  • Compartilhar
  • Tweetar
  • Compartilhar
  • Pin
  • E-mail
A geografia das colônias sulistas americanas no século 17
A geografia das colônias sulistas foi, ao mesmo tempo, uma benção e uma catástrofe (Hemera Technologies/AbleStock.com/Getty Images)

Os antigos colonos das 13 colônias deixaram a Europa e foram rumo à América para viverem livres das interferências governamentais. Os pobres da Europa procuravam por melhores oportunidades e uma vida com mais igualdade entre as pessoas em vez da dominação das classes mais ricas. No entanto, esses ideais falharam no século 17, principalmente nas colônias do sul dos Estados Unidos, e o maior motivo disso foi a geografia complicada das colônias sulistas e o modo de vida que os colonos escolheram frente a essa geografia.

Outras pessoas estão lendo

Configuração das colônias sulistas

Entre as 13 colônias originais, as sulistas abrangiam os estados de Maryland, Virgínia, Geórgia, Carolina do Norte e Carolina do Sul. A configuração geográfica inclui planícies costeiras, áreas montanhosas e muitas florestas. Com todos esses estados fronteiriços com o Oceano Atlântico, a maioria dos investidores e comerciantes das colônias do sul adotaram o mercantilismo; um tipo de organização social que envolve o comércio internacional e busca a auto suficiência através dos meios econômicos. Os principais objetivos eram enriquecer a coroa britânica e os investidores. A geografia da região mostrou-se propícia à exploração como um meio de se atingir esses objetivos.

Clima

O clima das colônias sulistas era quente, fazendo com que os colonos escapassem dos invernos rigorosos com os quais os habitantes das outras regiões tinham que lidar. Por outro lado, o clima quente favorecia novas doenças, como a escarlatina, que dizimou os novos colonos sem nenhuma misericórdia. A proliferação de doença causou grandes problemas de escassez de trabalho conforme os ingleses impunham seus projetos econômicos.

Recursos naturais

A geografia das colônias do sul proporcionou aos seus colonos recursos naturais em abundância, que geraram muitos lucros no século 17. Os principais recursos explorados eram as madeiras das inúmeras florestas, os peixes nas regiões costeiras e terras férteis para agricultura. Esta última era o que os colonos sulistas sabiam fazer de melhor. Essa geografia e o clima favorável fizeram da agricultura a fonte de lucro para os investidores ingleses. O potencial do lucro estava nas exportações de tabaco, anil e arroz para a Inglaterra, que resultou na construção de extensas plantações. Tendo sua economia concentrada na exportação de produtos agrícolas, a fome tomou conta das colônias, matando milhares de colonos junto com o surto de doenças.

Implicações geográficas e sociológicas

No século 17, os colonos vieram para o Novo Mundo em número pequeno. Esse fator, somado a doenças e fome, dificultou a vida dos investidores ingleses em relação as suas plantações e maximização dos seus lucros e, se havia algo que a geografia do sul não favorecia, era o fator mão de obra. Para aumentar a produção do plantio e exportar mais produtos, os investidores ingleses passaram a importar escravos africanos. Entretanto, esta decisão deu origem a um novo problema. Com a expansão das plantações, as relações com os nativos americanos viraram um conflito violento e, além disso, os colonos não conheciam o mapa do novo continente e não sabiam o seu tamanho e, com os conflitos contra os índios, a situação resultou em insegurança para seguir em frente.

Não perca

Filtro:
  • Geral
  • Artigos
  • Slides
  • Vídeos
Mostrar:
  • Mais relevantes
  • Mais lidos
  • Mais recentes

Nenhum artigo disponível

Nenhum slide disponível

Nenhum vídeo disponível