O porquê de os golfinhos correrem risco de extinção

Escrito por chris malcolm | Traduzido por andré schwarz
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O porquê de os golfinhos correrem risco de extinção
O golfinho nariz-de-garrafa continua comum, mas outras espécies são mais vulneráveis à pesca e depredação do meio ambiente (Kiyoshi Ota/Getty Images News/Getty Images)

A organização ambiental União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, a IUCN, lista várias espécies de golfinho como vulneráveis, ameaçadas ou criticamente ameaçadas. Algumas espécies, como o nariz-de-garrafa, não correm grandes riscos de desaparecerem tão cedo, mas algumas outras enfrentam problemas como poluição ambiental, perda do habitat natural e redes de pesca. Pelo menos uma espécie, o golfinho-lacustre-chinês, também conhecido como baiji, pode ter desaparecido por completo nos últimos anos.

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Poluição e perda do habitat

O golfinho-do-ganges é emblemático para demonstrar como as mudanças ambientais colocam algumas espécies em risco. Apesar do nome, ele é encontrado nos rios de três países e, de acordo com a World Wildlife Fund, "essa vasta área foi alterada com a construção de mais de 50 barragens e outros projetos relacionados à irrigação". As espécies de água doce são mais suscetíveis ao escoamento e à diminuição do nível dos rios, mas enfrentam ainda outras ameaças, como a exposição a toxinas industriais, que podem atingir elevadas concentrações no organismo de animais do topo da cadeia alimentar.

Redes de pesca

A pesca industrial moderna também tem alguma parcela de culpa. Milhões de golfinhos costumavam morrer presos, por acidente, nas redes de barcos de pesca de atum e de outras espécies valorizadas pelo mercado. Hoje, a IUCN alega que esse problema diminuiu, mas as redes de arrasto e de emalhar continuam a matar quantidades excessivas de golfinhos. No mar Mediterrâneo, por exemplo, a atividade reduziu a população das espécies ameaçadas em mais de 10%, apesar da União Europeia ter proibido o uso das redes de arrasto.

Caça

A IUCN lista ainda a caça comercial, principalmente a feita pela indústria baleeira japonesa, como uma ameaça constante a algumas espécies de golfinho. No entanto, a caça em escalas menores também mata quantidades significantes. Na Índia, algumas espécies são procuradas por causa de seu óleo e de sua carne. No Sri Lanka, os pescadores começaram a pescar os golfinhos propositalmente depois que descobriram que haviam pessoas dispostas a comprarem os espécimes que, anteriormente, só eram pegos por acidente.

Relato de caso: O baiji chinês

O golfinho-lacustre-chinês demonstra o risco iminente de extinção que sofrem alguns golfinhos, principalmente os de água doce que vivem em áreas de grande concentração populacional ou de grande desenvolvimento econômico. Em 2003, a IUCN responsabilizou o declínio dessa espécie à pesca, à colisão com barcos e à construção de barragens. Em 2006, uma expedição de seis semanas não encontrou nenhum exemplar remanescente e um de seus líderes, August Pfluger, relatou à BBC que "nós temos que aceitar o fato de que o baiji está extinto. Perdemos a espécie". A lista vermelha da IUCN de 2008 classificou o baiji como criticamente ameaçado e como possivelmente extinto.

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