Influências do teatro grego na dramaturgia ocidental

Escrito por martha mendenhall | Traduzido por laila teixeira
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Influências do teatro grego na dramaturgia ocidental
O teatro da Grécia antiga criou a base sobre a qual se desenvolveu a dramaturgia nacional (Creatas/Creatas/Getty Images)

Muitas das convenções da tradição teatral ocidental que nós tomamos por óbvias foram desenvolvidas pelos antigos gregos: a relação do público com a peça e seus personagens, o uso de linguagem rebuscada, a importância de um único ator interpretar um papel específico e o uso de cenários e efeitos especiais. Aprendemos com eles e ainda imitamos muitas de suas inovações.

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O público

O termo "tragédia", usado pela primeira vez por Aristóteles em seu famoso tratado "Poética", indica um jogo criado com a intenção específica de levar o público à catarse através do sofrimento e transformação do protagonista. A ideia de que o personagem principal de uma peça, o seu "protagonista", deve conectar-se com o público, foi uma grande contribuição do teatro grego à tradição dramatúrgica ocidental. Desde as peças de Shakespeare até as de Arthur Miller, esta ideia tornou-se o alicerce da expectativa convencional quanto à relação entre a ação do protagonista e a experiência do público.

O texto

Aristóteles também afirmou que a linguagem a ser utilizada nas tragédias deveria ser rebuscada ou em verso. A tradição teatral ocidental, iniciada por Shakespeare, deve muito aos gregos e à sua exigência de que versos fossem utilizados no gênero dramático. Muitos diriam que as peças de Shakespeare, com seu uso de versos, tiveram como resultado a melhor obra de toda a tradição ocidental. Apesar dos textos modernos muitas vezes não fazerem uso do verso, a sensibilidade moderna ainda é atraída pelo conceito aristotélico de linguagem rebuscada, como as obras do dramaturgo David Mamet e seu uso de diálogos estilizados indicam. Hoje, musicais também preservam a antiga prática grega do verso, aplicada à música.

Os atores

O teatro grego começou com a ideia de que a performance era um evento em grupo, onde os participantes eram conhecidos como "o coro", e seu trabalho era simplesmente narrar a história. Com o tempo, primeiro um ator emergiu como protagonista, com falas próprias, e depois mais "personagens" surgiram. Estes começaram a se engajar em conversas, diálogos, a representar a história e não apenas narrá-la. Então, a ideia de que atores não só contam uma história, mas a habitam é uma invenção do teatro grego. Apesar do coro ter continuado existindo no teatro grego, os rumos do teatro ocidental foram transformados para sempre.

O cenário

No teatro grego, atores faziam suas entradas e saídas de um prédio chamado "skené", termo do qual se originou o conceito ocidental de cena, ou cenário. Na época de Sofócles, havia cenários pintados para cada ato, a fim de melhorar o ambiente imutável fornecido pelo skené. Para que os deuses entrassem em cena, abaixava-se o ator do topo do skené, fazendo com que ele voasse sobre o palco. Estes recursos simples são utilizados até hoje, e continuam a ser testados e aprimorados, como os produtores do espetáculo da Broadway "Homem Aranha", podem atestar.

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