As leis da xaria para mulheres

Escrito por althea thompson | Traduzido por marcella narvaes
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As leis da xaria para mulheres
Milhões de mulheres nos países muçulmanos vivem sob as leis da xaria (engagement in the middle east image by Abdelhamid Kalai from Fotolia.com)

A vida muçulmana é guiada por um conjunto de leis e diretrizes conhecida como xaria. A xaria foi desenvolvida séculos depois da morte do profeta Maomé em 632 d.C, de acordo com o Conselho de Relações Exteriores (Council of Foreign Relations, CFR). Essas leis traçam orientações rigorosas para os direitos e tratamento das mulheres em países muçulmanos. Mulheres em países muçulmanos como Paquistão, Irã, Iraque e Arábia Saudita enfrentam várias limitações em seus direitos para dirigir, na interação com homens e na forma de vestir. Controvérsias cercam a xaria quanto ao tratamento das mulheres e organizações como a União Internacional Ética e Humanista lutam pela liberdade das mulheres nesses países.

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Leis quanto ao casamento

O padre David C. Trosch da Life Enterprises Unlimited (Organização à Vida Ilimitada, em tradução livre) define quais são as leis e práticas da xaria em seu website trosch.org. A xaria afirma que uma mulher muçulmana pode se casar apenas com um homem muçulmano. Ela não pode se casar sem a permissão de seu atual guardião. Após a mulher ter se casado, seu marido se torna seu guardião. Enquanto homens muçulmanos podem ter várias esposas, a xaria limita a mulher a apenas um marido. Uma mulher que deseja divórcio precisa da permissão do seu marido. Uma vez que ele consinta, a mulher deve pagar de volta seu dote.

Processo judicial

A xaria dita o tratamento às mulheres muçulmanas em um procedimento legal. Zohreh Arshadi, um ex-advogado do Irã, escreveu um artigo detalhando as leis muçulmanas no site iran-bulletin.org. Arshadi afirma que mulheres muçulmanas acusadas de adultério enfrentam açoitamento ou apedrejamento até a morte. A xaria dita que uma mulher é sujeita à tal punição depois de "ser provado pelo testemunho de quatro homens justos ou três homens justos e duas mulheres justas", de acordo com o artigo de Arshadi. Ele afirma também que o testemunho das mulheres é inútil em corte. Crimes como a homossexualidade, adultério, ingestão de bebida alcoólica e a luta contra o regime islâmico só pode ser provada com os testemunhos de homens na corte. Uma mulher que tenha visto um crime como estupro ou roubo não tem o direito de servir como testemunha. Se ela de fato testemunhar, pode enfrentar a punição da acusação, que é de 80 chibatadas.

Segregação

Sob a xaria, mulheres e homens enfrentam diretrizes rigorosas de segregação. Mulheres não devem falar com homens com quem não tenham uma ligação familiar direta, como afirmado em um artigo publicado no site faithfreedom.org. O artigo, "Vivendo sob a xaria: a situação das mulheres na Arábia Saudita", explica que, em um episódio em 2007, um grupo de jovens sauditas encontrou uma mulher e um homem em um carro. A mulher não tinha laços de parentesco com o homem, então 14 jovens a estupraram. A corte saudita condenou a mulher por transgredir as leis de segregação da xaria a seis meses na prisão e mais 200 chibatadas. Os jovens que a estupraram foram sentenciados de um a cinco anos de prisão.

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