Lista de mamíferos que põem ovos

Escrito por ho-diep dinh | Traduzido por dyogo victor amorim
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Lista de mamíferos que põem ovos
Equidnas, parentes próximos dos ornitorrincos, são mamíferos que põem ovos (Tom Brakefield/Stockbyte/Getty Images)

Os únicos mamíferos que põem ovos pertencem a ordem Monotremata, um subgrupo da classe. Durante o curso da evolução, os monotrématos evoluíram primeiro. Sua capacidade de pôr ovos, uma característica mais primitiva, proporcionou a transição de répteis para mamíferos. Os monotremados foram antes parte de uma ampla variedade; hoje, os cinco existentes, ou sobreviventes, da espécie habitam as terras da Austrália e de Nova Guiné.

Os ovos Monotremados possuem casca mole, semelhante aos de répteis, mas ao contrário dos destes, possuem pelos, glândulas mamárias para a alimentação de jovens, coração de quatro câmaras e a característica de possuírem sangue quente como todos os mamíferos. Essa espécie possui uma única abertura, a cloaca, por onde eles se livram de resíduos e também se reproduzem. Espécimes machos de todas as espécies de monotremados possuem esporas em seus tornozelos para defender-se de inimigos.

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Equidna oriental de focinho longo

Zaglossos bartoni normalmente vivem sozinhos nas terras altas da Península Huon e Montanhas Foja de Nova Guiné. A espécie oriental tem garras em todos os cinco dedos de cada pé. Longos espinhos se alternam com sua pele escura e servem como defesa quando o equidna pressente o perigo, enrolando-se em forma de bola espetada. A equidna usa seu olfato aguçado para desenterrar minhocas; eles agarram os vermes com sua língua pegajosa e depois mastigam sua presa com espinhos ancorados à sua língua. Durante a época de reprodução, as fêmeas produzem um único ovo. Após o nascimento, o jovem equidna migra para bolsa de sua mãe para se alimentar de leite por até dois meses.

Embora algumas fontes fixam todos os equidnas de focinho longo em uma única espécie, a União Internacional para a Conservação da Natureza os separa em três espécies distintas. A UICN tem colocado a equidna oriental de focinho longo em sua Lista Vermelha de espécies ameaçadas como uma criatura em risco crítico, o que a coloca à um passo da extinção.

Equidna ocidental de focinho longo

Nativa de Nova Guiné, a equidna ocidental de focinho longo, cientificamente chamada de Zaglossus bruijnii, habita principalmente altitudes mais elevadas. Coberta de pelo áspero, marrom escuro ou preto, a espécie ocidental tem apenas três dedos equipados com garras em cada pé, ao contrário de outras espécies de focinho longo. Os biólogos sabem pouco a respeito de ciclos de reprodução e vida da equidna ocidental. Apesar de sua dieta consistir principalmente de minhocas, esta espécie também pode consumir cupins, formigas e larvas, quando disponíveis. A UICN considera esses animais como criticamente ameaçados de extinção devido à caça e seus habitats devastados.

Equidna de focinho longo de Sir David

A equidna de focinho longo de Sir David, também conhecida como equidna de focinho longo de Attenborough, mede cerca de 45-100 cm de comprimento e pesa entre 5 e 10 kg. Seu focinho curvo é longo e não contém dentes. Esses animais têm distinto pelo macio, de cor marrom. Cada pé possui cinco garras, uma em cada dedo - uma característica que varia entre as espécies desse animal. Essa variação de equidna fica ativa à noite para vasculhar por vermes.

Eles são a menor das espécies de focinho longo e a mais ameaçada, caçada quase até a extinção. Essas equidnas só habitam uma única região da montanha Berg Raga em Papua-Nova Guiné. Os biólogos acreditavam que a espécie estava extinta até que pesquisadores de conservação redescobriram alguns exemplares recentemente em 2007. A União Internacional para a Conservação da Natureza identifica a espécie como criticamente ameaçada de extinção.

Equidna de focinho curto

Conhecida como Tachyglossus aculeatus, essa espécie tem habitat mais vasto do que os outros monotremados. Originária da Papua-Nova Guiné, Indonésia e Austrália, a equidna de focinho curto pode viver em ambientes úmidos ou secos, ao nível do mar ou em altitudes de mais de 1.000 metros acima do nível do mar. A maioria dos espécimes medem cerca de 30 a 40 cm de comprimento, com pesos entre 2 e 7 kg. Seu focinho encurtado se distingue das outras espécies de equidna. A dieta desse animal consiste principalmente de insetos, como cupins e formigas.

Após o acasalamento com um macho durante o período fértil, a fêmea põe um único ovo, que choca após cerca de 23 dias. Ao contrário de seus parentes de focinho longo, a fêmea de focinho curto cuida de seu filhote por pelo menos seis meses. Todo inverno, esses animais hibernam, diminuindo assim a temperatura de seu corpo de 8ºC a 10ºC. Ao contrário da variação de focinho longo, essa espécie atualmente não sofre ameaças à sua existência.

Ornitorrinco

As espécies pertencentes à família platypus desapareceram completamente, com exceção do ornitorrinco. Habitando apenas algumas regiões da Austrália, seus parentes mais próximos são as equidnas. O ornitorrinco possui pele marrom ou preta. Como as equidnas, eles não têm dentes.

O ornitorrinco é especialmente adaptado à um estilo de vida aquático: seu pelo ajuda o animal a flutuar enquanto os seus largos pés de pato e sua cauda achatada o impulsionam através da água. Eles comem criaturas de água doce, tais como o camarão e as larvas de insetos. Durante a época de acasalamento, os machos usam as esporas venenosas sobre as patas traseiras para estabelecer territórios e hierarquias de acasalamento. As fêmeas colocam apenas dois ovos por vez, com o filhote nascendo em um estágio prematuro de desenvolvimento, cegos e sem pelos. Anteriormente caçado por sua pele, o ornitorrinco não sofre mais ameaças à sua sobrevivência devido as ações de conservação por parte do governo australiano.

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