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As maiores parcerias do rock and roll

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Introdução

Guitarra, baixo, bateria e uma voz. Basta apenas isso para montar uma banda de rock. Mas para criar um grande grupo, é preciso mais que isso, e possuir bons compositores é fundamental para chegar ao sucesso. Alguns grupos privilegiados têm não apenas um, mas dois grandes autores, capazes de criar canções energéticas, envolventes e inesquecíveis. Quando essas cabeças pensantes trabalham em conjunto, a coisa fica ainda melhor. Um faz a música e outro a letra, cada um faz uma estrofe ou ambos se dividem na mesma tarefa. Não importa a metodologia, e sim a forma como o trabalho flui e o resultado musical desse conjunto. Conheça a seguir as 15 melhores parcerias do rock and roll.

Scott Gries/Getty Images Entertainment/Getty Images

Michael Stipe e Peter Buck

Em 1979, o estudante de artes Michael Stipe conhece um jovem funcionário de uma loja de discos chamado Peter Buck. Ambos se tornam amigos e passam a dividir um apartamento. Pouco depois, conhecem Mike Mills e Bill Berry e montam o R.E.M. No início da década de 1980, gravam seus primeiros discos e se tornam ídolos da cena alternativa norte-americana. As letras cerebrais de Stipe se encaixaram perfeitamente aos rocks urgentes de Buck. A banda fez grande sucesso em todo o mundo a partir de 1987 e os integrantes passaram a compor coletivamente com maior frequência. Mas o entrosamento da dupla, em clássicos como “Losing my Religion”, “The One I Love” e “Imitation of Life” era notório.

Kevin Winter/Getty Images Entertainment/Getty Images

Morissey e Johnny Marr

No início dos anos 1980 surgiu uma banda que marcaria o rock feito naquela década: Os Smiths. Tudo neles era novo e diferente, a começar pelo nome. Era como se no Brasil um grupo se chamasse Os Silvas. O visual melancólico de seus integrantes também apontavam para um novo comportamento do rock britânico e mundial. Mas o que interessava mesmo era o som. O ótimo guitarrista Johnny Marr criava riffs grudentos que eram logo acompanhados pelas letras depressivas e irônicas de Steven Morrissey (foto). Era um novo rock que estava surgindo, com clássicos como “Ask”, “Heaven Knows I’m Miserable Now” e “This Charming Man”.

Jeff Fusco/Getty Images Entertainment/Getty Images

Lou Reed e John Cale

Lou Reed e John Cale integraram a formação original e clássica do Velvet Underground, uma das mais influentes bandas de rock da história. Ambos trabalharam juntos em apenas um álbum, “Velvet Underground and Nico”, mas foi o suficiente para criarem grandes clássicos do rock, como “Sunday Morning”, “I’m Waiting for The Man” e “Heroin”. As canções falam de temas pesados, como drogas, sadomasoquismo e prostituição. Reed criou as letras, inspirado na literatura beat de Allen Ginsberg e William Burroughs. Cale, por sua vez, lançou mão de acordes dissonantes, solos rasgados e efeitos sonoros diversos para as canções. Mesmo sem nunca ter sido um sucesso de vendas, a banda é cultuada até hoje.

LatinContent/Getty Images

Roberto e Erasmo Carlos

Sim, o Brasil também tem grandes parceiros no Rock and Roll. E a primeira grande parceria surgiu quando o ritmo ainda engatinhava por aqui. As bandas locais apenas emulavam o som dos Beatles em sua fase iê-iê-iê, quando Roberto e Erasmo Carlos começaram a fazer suas primeiras composições próprias. Era um rock ainda ingênuo, de canções como “Parei na Contramão” e “É Proibido Fumar”. Mas era o bastante para incendiar a cena. Logo eles se tornariam os líderes de um movimento musical: a Jovem Guarda. A partir dos anos 70, a parceria foi se afastando do rock, mas eles continuaram trabalhando juntos. São mais de 500 canções em 50 anos de carreira.

Jason Merritt/Getty Images Entertainment/Getty Images

Gene Simmons e Paul Stanley

Em uma época em que rock era pura celebração hedonista, nada melhor que uma banda que fale apenas de sexo, bebidas, rock and roll e... dinheiro! O Kiss é especialista nesses assuntos desde 1974, quando lançaram seu primeiro disco. Logo ficaram conhecidos pelo seu hard rock poderoso, suas máscaras malucas e shows apoteóticos, com direito a espetáculo pirotécnico e tudo. Mas nada disso seria possível se Gene Simmons e Paul Stanley não fossem hitmakers natos. Ao lado de outros integrantes da banda, eles compuseram grandes canções, mas o melhor era quando ambos juntavam suas forças, como em "Let Me Go, Rock 'N' Roll" e, principalmente, em “Rock and Roll all nite”, o grande clássico do quarteto.

MJ Kim/Getty Images Entertainment/Getty Images

Roger Waters e David Gilmour

Poucas parcerias foram tão difusas e conturbadas quanto a de Roger Waters e David Gilmour, do Pink Floyd. Os primeiros anos de carreira, quando ainda eram uma banda psicodélica, foram dominados pela força criativa de Syd Barret. Após a saída deste, o grupo trilhou o rumo do rock progressivo. Foi então que Waters e Gilmour intensificaram a parceria. Nessa época eles gravaram seus maiores êxitos. No album “The Dark Side of the Moon” destacam-se “On the Run”, “Time” e “Money”. Em “Wish you Were Here” há a faixa-título e “Shine on You, Crazy Diamond”. No entanto, a disputa dos dois pelo comando das ações sempre atrapalhou a parceria, que foi se dissolvendo nos anos seguintes.

Chris Jackson/Getty Images Entertainment/Getty Images

Bono e The Edge

O U2 é uma banda que chamou a atenção por vários motivos: sempre fez questão de politizar seu discurso e nadou na contramão do rock dos anos 1980, usando e abusando dos solos de guitarra em uma época em que menos era mais. De quebra, nunca mudou sua formação: desde 1976, o grupo é formado por Larry Mullen Jr, Adam Clayton e, na ponta de lança, o guitarrista The Edge e o vocalista Bono Vox. Ambos foram responsáveis por compor alguns dos maiores clássicos do rock dos últimos 40 anos: “Sunday, Bloody Sunday”, “Pride (In the Name of Love)”, “With or Without You” e "I Still Haven't Found What I'm Looking For", entre vários outros grandes hits.

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Freddie Mercury e Brian May

O Queen marcou uma reviravolta na música dos anos 70. Enquanto algumas bandas embarcavam no progressivo, outras seguiam firmes no hard rock barulhento. Mas a turma liderada por Freddie Mercury e Brian May (foto) optou por uma terceira via: um rock operístico, com vocais difíceis de se copiar e sonoridade orquestral. Claro que as canções compostas pela dupla atendiam perfeitamente a todo esse receituário: “We Will Rock You”, “We are the Champions”, “Who Wants to Live Forever”, “Love of My Life” e, principalmente “Bohemian Rapsody” estão entre os clássicos da banda. Vez por outra, eles compunham separadamente, mas na hora de gravar a força de ambos estava alinhada.

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Raul Seixas e Paulo Coelho

O baiano Raul Seixas estava em busca de consolidação de sua carreira artística no início dos anos 1970. Suas experiências anteriores com as bandas Raulzito e os Panteras e Sociedade da Grã-Ordem Kavernista foram fracasso de vendas. Até que em 1972 ele conheceu o escritor Paulo Coelho (foto) e, com ele, passou a compor diversas músicas, como “Gita”, “Al Capone”, “Sociedade Alternativa”, “Medo da Chuva” e “Eu Nasci há Dez Mil Anos Atrás”. A partir de então, Raul passaria a ser considerado um dos grandes mestres do rock nacional, em uma época em que o ritmo ainda não havia caído nas graças do público.

Karl Walter/Getty Images Entertainment/Getty Images

Jim e William Reid

O grupo Jesus and Mary Chain chamou a atenção da crítica logo em seu primeiro álbum, “Psychocandy”, de 1985, por causa de dois fatores: a densa “parede de guitarras” e a microfonia usada como elemento musical. Uma barulheira infernal em um tempo em que isso não era mais bem aceito no mundo do rock. Mas os irmãos Jim e William Reid, parceiros e donos da banda, cavaram seu espaço no cenário musical de então, arrebanharam um séquito de fãs e seguiram gravando seus álbuns sui generis. Canções como “Darklands”, “Head On” e “Just Like Honey” (que chegou a integrar a trilha sonora do filme “Encontros e Desencontros”) estão entre as grandes canções da banda.

Andrew Caballero-Reynolds/Getty Images Entertainment/Getty Images

James Hetfield e Lars Ulrich

O Metallica foi criado em 1981, depois que o guitarrista James Hetfield conheceu o baterista Lars Ulrich. A banda chamou a atenção por causa da diferente temática das letras: em vez de fazer apenas menções a monstros, seitas demoníacas ou contos medievais, elas apresentavam também um conteúdo mais político. A parceria entre ambos se mostrou afinada nos primeiros discos, com canções matadoras como "Seek & Destroy" e “Wiplash”. Mas foi no álbum “Metallica”, conhecido como “Álbum preto”, que eles se entrosaram ainda mais. É deste disco, o mais popular do grupo, clássicos como “Nothing Else Matters”, “Sad but True” e “Enter Sandman”.

TV Globo / Thiago Prado Neris

Cazuza e Frejat

Talvez o mais emblemático exemplo de parceira rock and roll feita no Brasil. O guitarrista Roberto Frejat (foto) e o vocalista Cazuza lideraram o Barão Vermelho desde a fundação, em 1981, até a saída deste, em 1985. No período, gravaram canções que entraram para a história da música brasileira, como “Pro Dia Nascer Feliz”, “Maior Abandonado” e “Beth Balanço”. As canções eram rock mesclado ao blues, na melhor tradição dos Rolling Stones, com Cazuza compondo as letras e Frejat cuidando das músicas. Mesmo após a saída do vocalista, a parceria não se desfez e novas canções vieram, como “Ideologia” e “Só as Mães são Felizes”.

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Jimmy Page e Robert Plant

O Led Zeppelin é uma das maiores bandas da história do rock mundial. Capitaneados pelo guitarrista Jimmy Page e pelo vocalista Robert Plant, eles governaram como reis o cenário musical dos anos 1970. Os discos, carregados de energia, fizeram sucesso estrondoso nas rádios norte-americanas e britânicas. Com músicas de Page e letras de Plant, as composições passavam pelo rock calcado no blues e no folk, falando de bebidas e drogas, sexo e esoterismo. Entre os principais clássicos da parceria estão “Immigrant Song”, “Dancing Days”, “The Song Remains the Same”, “Going to California” e, principalmente, a bela e longa “Stairway to Heaven”.

Ilya S. Savenok/Getty Images Entertainment/Getty Images

Mick Jagger e Keith Richards

Imagine uma banda em atividade há 50 anos, com mais de 60 álbuns lançados e clássicos imortais como “Satisfaction”, “Wild Horses”, “Sympathy for the Devil” e “Gimme Shelter”. Estes são os Rolling Stones, mitos da música de uma forma geral e do rock and roll em particular. Tudo isso graças à eficiente parceria entre o vocalista Mick Jagger e o guitarrista Keith Richards, cuja assinatura (Jagger/Richards) virou uma grife. Rock e blues, para eles, eram uma coisa só. E foi com essa receita que eles compuseram seus maiores sucessos e álbuns emblemáticos como “Exile on Main Street”, sempre listado como um dos melhores já feitos na história da música pop.

Getty Images/Getty Images Entertainment/Getty Images

John Lennon e Paul McCartney

A maior banda de todos os tempos tem como seu alicerce a união de dois compositores fantásticos. O guitarrista John Lennon e o baixista Paul McCartney formavam uma dupla extremamente entrosada. Tanto é que resolveram creditar no nome de ambos toda e qualquer canção que compusessem para os Beatles, mesmo quando apenas um deles tivesse trabalhado nela. Alguns dos maiores clássicos da banda foram feitos individualmente, mas outras criações fantásticas eram mesmo parcerias: “A Day in the Time”, “And I Love Her”, “Eight Days A Week”, “I've Got A Feeling”, “She Loves You”, “Yellow Submarine”… tá bom ou quer mais?