Por que as mulheres dos países do Oriente Médio vestem-se da cabeça aos pés?

Escrito por helen anderson | Traduzido por samuel silva
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Por que as mulheres dos países do Oriente Médio vestem-se da cabeça aos pés?
A prática de mulheres de cobrir todo o corpo tem uma longa tradição na cultura muçulmana (Thinkstock Images/Comstock/Getty Images)

A prática das mulheres que se vestem com roupas que as cobrem dos pés à cabeça em países do Oriente Médio tem raízes profundas nas tradições do Islã. Em árabe, essas vestimentas são chamadas de "burca" e a cobertura da cabeça é conhecida como "hijab". Esse costume de se vestir varia conforme o país e tem surgido ao longo das últimas décadas como um ponto de grande controvérsia. Embora os defensores vejam a burca como um sinal de modéstia e tradição, os oponentes argumentam que ela é uma forma de subordinação das mulheres.

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Contexto histórico

O costume de usar vestimentas dos pés à cabeça em países do Oriente Médio vem das tradições do Islã e foi historicamente associado com o status de classe. De acordo com o "Women in World History", um banco de dados acadêmico dedicado aos estudos das mulheres em um contexto global, estudou a prática do uso de véus com a expansão do Islã em todo o Oriente Médio e Norte da África, e a prática foi vista como um sinal de riqueza e fé religiosa.

Significado social

O corpo feminino coberto no Oriente Médio está associado a uma série de crenças sociais, em particular à ideia de que as mulheres devam ser castas e seus corpos só devam ser vistos por seus maridos. As vestimentas do corpo e da cabeça são comumente vistas como uma expressão da moralidade sexual e social. No entanto, com o aumento das interações entre o Oriente Médio e o Ocidente, especialmente no contexto do colonialismo e nacionalismo islâmico, essas vestimentas têm vindo assumir uma importância simbólica. Elas têm sido promovidas como um meio de preservar as tradições culturais em face da influência estrangeira.

Contexto contemporâneo

Os diferentes países do Oriente Médio mantêm padrões diferentes para o vestuário das mulheres, dependendo dos valores de liderança política atual, condições sociais e conservadorismo islâmico. O Irã, por exemplo, sob a liderança do Xá, defendeu que as mulheres adotem uma vestuário mais no "estilo ocidental". No entanto, quando Ayatolla Khomeini chegou ao poder, em 1979, ele instituiu uma política de véu obrigatório para todas as mulheres. Existem também diferenças no grau em que as mulheres são obrigadas a se cobrir. Embora alguns sistemas religiosos e políticos insistem em uma burca completa que esconde todo o corpo, bem como uma cobertura para a cabeça, ou hijab, outros países exigem apenas véus. Na Turquia, um Estado islâmico secular, as mulheres podem escolher se querem ou não usar a cobertura, embora ela seja exigida em países como Arábia Saudita, Iêmen e Afeganistão.

Controvérsia

O traje das mulheres do Oriente Médio surgiu como um ponto de controvérsia na política internacional, entre movimentos de mulheres e em organizações de direitos humanos. Advogados, de ambos os sexos, defendem que a cobertura é uma importante expressão da fé e de papéis de gênero culturalmente apropriados. Eles argumentam que a cobertura serve para proteger as mulheres contra o assédio sexual e preservar sua pureza. Os opositores da cobertura, no entanto, veem a prática como um sinal de status social inferior das mulheres e argumentam que ela é frequentemente associada com o fanatismo religioso e o abuso de gênero. A controvérsia sobre cobrir a cabeça das mulheres foi além do Oriente Médio e se tornou um ponto de discussão para políticos ocidentais também. Em 2010, o presidente francês Nicolas Sarkozy apresentou a primeira proibição na Europa de usar o véu em público.

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