Os objetivos das máscaras de carnaval

Escrito por abigail raney | Traduzido por marcelo couto
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Os objetivos das máscaras de carnaval
Máscaras de carnaval (Comstock/Comstock/Getty Images)

O carnaval é uma época de se entregar e comemorar a semana que antecede a Quaresma. Essa festa geralmente ocorre nas áreas em que a população católica é predominante. Um carnaval famoso é o de Veneza, na Itália. Durante séculos, as máscaras têm sido parte das comemorações, e serviram historicamente a muitos propósitos dos foliões do carnaval em Veneza.

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Máscaras como disfarce

O primeiro uso registrado de máscaras no carnaval é de 1268, que é uma proibição por causa do arremesso de ovos perfumados por homens mascarados em frequentadores do carnaval. Esse exemplo de máscaras que serviram como auxílio para quem causava problemas é comum. Veneza era bastante corrupta na época, e as máscaras proporcionavam aos delinquentes a possibilidade de evitar o reconhecimento, como jogadores que evitavam os credores nos cassinos. As máscaras também possibilitavam a completa mudança de identidade, como homens que se vestiam de mulheres para se infiltrarem em conventos.

Máscaras como rosto público

Era fácil para os infratores fugirem porque o uso de máscaras era muito comum. A classe alta utilizava máscaras durante o ano inteiro em todos os tipos de eventos. Uma série de leis limitando seu uso culminou em um decreto em 1608, o qual tornou ilegal para qualquer pessoa o uso de máscaras fora do carnaval ou de banquetes oficiais. As máscaras serviam a alguns serviços "legítimos", como mostra um ato de 1776 que proibia que mulheres fossem ao teatro sem máscaras - uma tentativa de preservar a "honra da família" da natureza escandalosa do teatro.

Máscaras como personagens

Emprestadas do teatro e, especificamente, do teatro de rua da Commedia Dell'arte, as máscaras eram frequentemente feitas para serem determinados personagens. Algumas delas vieram diretamente da Commedia Dell'arte, como Scaramuccia, um espadachim, ou Pulcinella, o precursor italiano na versão da Inglaterra de Punch e Judy (show de marionetes). Outras eram personagens mais genéricos, como um demônio, um pescador ou um nobre.

Máscaras como arte

Os mascheri (fazedores de máscaras) tiveram seu próprio clã em Veneza a partir de 1436. Embora algumas máscaras fossem projetos de personagens, e outras, como o Bauta (um rosto branco liso), e a Moretta (um rosto oval de veludo preto), fossem projetos padrão usados por muitos, algumas máscaras eram únicas. As máscaras podiam ter penas, contas e toda uma gama de tinta brilhante ou cintilante. Após o carnaval desaparecer sob o domínio austríaco e, em seguida, ser proibido por Mussolini, ele foi trazido de volta à vida por artesãos locais. A arte de máscaras de carnaval, tanto histórica e atual, pode ser impressionante.

Fuga da identidade

Seja qual for o propósito distinto que um frequentador de carnaval tinha para vestir uma máscara, todos foram procurar essencialmente a mesma coisa. Eles estavam escondendo seus rostos, a mais óbvia e reconhecível marcação de sua identidade. Fosse um plebeu buscando festas acima da sua posição, um nobre que desejasse esquecer a rigidez de sua classe, uma figura pública procurando anonimato ou talvez alguém simplesmente tentando viver uma outra vida por pouco tempo, foi dada a todos os mascarados a chance de se reinventar.

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