Pontos fortes e pontos fracos da teoria do conflito

Escrito por walter johnson | Traduzido por marla maisonnett
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Pontos fortes e pontos fracos da teoria do conflito
Teoria do conflito (boucliers, seoul image by J-F Perigois from Fotolia.com)

A vida social é o domínio de um grupo sobre o outro, e a política é a justificação retórica do controle do grupo. Esta é a reivindicação principal da teoria crítica ou do conflito. A teoria do conflito tem sido uma das formas mais dominantes de interpretar a vida social durante a maior parte do século 20. É vagamente associada com formas de socialismo.

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Noções básicas

A teoria do conflito ou da crítica está embasada na retórica das políticas modernas e em quem controla a discussão. As definições das palavras, ou até do processo da razão em si, são suspeitas já que todas estas coisas se desenvolveram quando um partido começou a controlar a sociedade moderna, pois a modernidade, a ciência, a democracia e as recompensas baseadas em méritos sociais são formas essenciais da justificativa social. Para os críticos, estas três coisas também são formas de controle, já que são todas armas nas mãos da burguesia que controla o dinheiro. A ciência e a democracia não foram feitas para libertar a humanidade, mas são meios da burguesia reconstruir a sociedade sob seus próprios interesses.

Pontos fortes

O ponto forte da teoria do conflito é que ele busca o fim moral: a emancipação da humanidade de falsas alegações de “universalidade.” Universalidade é quando um grupo toma o poder e procurar justificá-lo embasado no princípio de “liberdade à todos”. A realidade é que a “liberdade é para eles”. Usar a retórica universalista para disfarçar o domínio específico é uma forma comum de controlar o discurso e o debate político. Esta forma de “desmascarar” é um dos elementos mais atrativos da teoria do conflito/crítica.

Pontos fracos

A conexão entre a teoria crítica com o socialismo e o estatismo é o seu ponto mais fraco. A visão final da escola do conflito é ver uma sociedade onde todos podem livremente cooperar na produção de bens sociais. Mas isto pressupõe que todos os elementos antissociais na população estejam embasados na dominação da classe e de seus cognatos. Ela assume, sem nenhuma base, que a natureza humana é geralmente boa, mas que sua “civilização” a corrompeu de várias formas. Por isso, assim que o “domínio” for eliminado, as pessoas começarão a cooperar. Este é o “elo frágil” no argumento da escola do conflito.

Natureza

A teoria crítica nega a existência da natureza humana e sua permanência em formas naturais. Este é outro ponto fraco. A natureza humana não existe; é criada pela vida social e por isso é infinitamente transformável. A razão também muda conforme as formas sociais mudam. Todas as formas de vida, em outras palavras, são criações do domínio e, portanto, alienação. Nada sacia a necessidade humana, seja uma vida religiosa ou artística, mas tudo é criação da estrutura do controle. Finalmente, o que for “necessidade humana” é fornecido pela escola crítica em si, reduzido slogans vagos sobre “emancipação” e “cooperação”. A revolução é necessária para transformar a sociedade fazendo-a “justa”, mas não faz sentido que os ativistas críticos tomem o controle desta revolução para usá-la para o “bem de todos”, como se eles fossem livres das tentações do poder.

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