Propósito da pintura facial dos nativos americanos

Escrito por ed stine | Traduzido por bianca amorim
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Propósito da pintura facial dos nativos americanos
Os nativos norte-americanos receberam seu apelido de "peles vermelhas" por causa do ocre que muitos usavam como pintura em seus corpos e faces (Too Many Chiefs 2 image by Lee O'Dell from Fotolia.com)

Vermelho para a guerra, branco para paz, amarelo para morte -- essas eram algumas das cores simbólicas usadas pelos seminoles quando pintavam suas faces com pigmentos terrosos.

Reservadas para as ocasiões mais importantes, usavam ocre vermelho e outros produtos de seu ambiente para expressar seus poderes interiores, de acordo com os autores David Mott e Rick Obermeyer.

Os seminoles foram um dos muitos grupos de nativos norte-americanos que incorporaram a pintura facial em sua cultura.

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Socialização

Como muitas mulheres nos dias atuais passam maquiagem pela manhã, alguns nativos norte-americanos praticavam cotidianamente o mesmo ritual. Em alguns casos, o papel de gênero era trocado, de acordo com o autor Paul Campbell.

Para alguns, era uma forma de identificação. Para outros, parte do cortejamento.

Um jovem kumeyaay, por exemplo, se aproximaria de uma jovem e perguntaria se ela via que seu rosto estava pintado, Campbell disse a uma afiliada da PBS em 2009. E ela responderia que sim. Por sua vez, ele perguntaria se ela gostava, e ela novamente responderia que sim. Então, ele diria: "Bem, então vamos".

Distinção

As marcas de tinta serviam como símbolos de status em algumas nações norte-americanas. Um homem do povo Lakota que fizesse duas linhas pretas em sua bochecha direita significava que era o líder de uma tropa bélica. Porém, se tivesse uma linha em sua bochecha direita, significava que era o líder de um acampamento, de acordo com o site Lakota Writings.

Os líderes muscogees usavam a pintura facial para se distinguir dos outros líderes. Em tempos de paz, pintavam seu rosto de branco. Em tempos de guerra, a pintura era preta, de acordo com um artigo do San Francisco Chronicle.

Religião

Muitos nativos norte-americanos acreditavam que pigmentos da terra poderiam potencializar seus poderes interiores. Os homens mojave, Campbell disse à PBS, usavam tinta vermelha para os mortos ou danças espirituais com os xamãs. A cor representava o sangue, uma força vital.

Os seminoles, quando iam para a batalha ou jaziam em seus leitos mortuários, usavam pintura amarela, de acordo com Mott e Obermeyer. O amarelo significava que uma pessoa estava preparada para morrer.

Militar

Os nativos usavam a pintura facial simbolicamente durante as guerras, tanto como os seminoles usavam a tintura amarela, quanto para intimidar os inimogos durante as batalhas.

De acordo com o site First Nations History, os negociantes de escravos da Carolina do Sul faziam com que os catawabas usassem sua pintura facial para intimidar os escravos fugidos. "Os guerreiros catawabas possuíam uma reputação aterradora e uma aparência combinando: cabelos presos em rabo de cavalo, pintura de guerra com um olho em um círculo negro, o outro em um círculo branco e o restante do rosto pintado de preto", informa o site. "Juntamente com suas testas retas, alguns dos inimigos devem ter morrido de puro terror".

Herança

Há uma concepção errônea de que as formas tradicionais de arte nativa norte-americana são "coisas do passado", disse a autora Diana Lindsay, que se juntou a Campbell em sua entrevista à PBS.

"Suas tradições estão vivas e sendo passadas para as gerações futuras, portanto não são coisas do passado", disse à PBS. "É algo que está evoluindo, pois são povos vivos, e, assim como nós, evoluem com o tempo, se modificam, mas ainda são o mesmo povo e estão conosco."

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