Prós e contras dos desenhos infantis

Escrito por althea thompson | Traduzido por ludmyla dias
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Prós e contras dos desenhos infantis
Os desenhos fazem parte do desenvolvimento da criança (Cartoon Eye image by hellotim from Fotolia.com)

Os desenhos têm sido uma parte importante do desenvolvimento infantil desde o início do século 20. Dois terços dos bebês e crianças assistem uma média de duas horas de televisão por dia, segundo o site KidsHealth.org. Ao assistir desenhos animados, o cérebro da criança processa imagens gráficas, informações educacionais e atos violentos. Esses fatores que estimulam o cérebro têm efeitos positivos e negativos sobre o desenvolvimento infantil.

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Aprendizagem

Um efeito positivo dos desenhos animados em crianças é a estimulação da aprendizagem. O Education Resources Information Center (Centro de informações de recursos educativos) apresentou um artigo de Robert Gill, em 2000, chamado "Os Efeitos das personagens de desenhos animados como motivadores para crianças pré-escolares desfavorecidas". Gill sugere que os desenhos animados ajudam os professores a atingir os objetivos curriculares e ajudam as crianças em idade pré-escolar a atingir níveis mais elevados de aprendizagem. A pesquisa de Gill concluiu que o uso de um personagem de desenho animado em material de sala de aula estimula o comportamento interpessoal, aprendizagem e desenvolvimento social entre as crianças. O uso consistente do mesmo personagem de desenho animado ajuda as crianças a sentirem-se confortáveis para expressar seus sentimentos e compreensão dos assuntos. Gill afirma que crianças que usam material de estudo com uma personagem de desenho animado aprendem mais do que as crianças que usam o mesmo material, sem o personagem de desenho animado.

Violência

Uma criança assiste aproximadamente 18.000 horas de televisão do jardim de infância até concluir o ensino médio, de acordo com pesquisa realizada pela psicóloga Steve Hossler, da Bowling Green State University. Especificamente, assistir desenhos animados tem um efeito negativo sobre a forma como as crianças percebem a violência. Desenhos muitas vezes retratam atos violentos como explosões, tiros e morte. No entanto, esses atos de violência ocorrem em situações extremas, sem consequências. O cérebro, as emoções e as sensações de dor de uma criança são afetados negativamente, pois tornam-se insensíveis à violência. Em 2000, o cirurgião geral americano, David Satcher,steve hossler criou um relatório sobre a violência na adolescência, no qual afirmou que o comportamento agressivo em crianças é, muitas vezes, causado por assistir um programa de entretenimento que contém violência.

Danos

Em 2004, o Dr. Ruebert Saturnine III apresentou um argumento sobre os efeitos negativos de desenhos animados sobre as crianças para a Animation World Network, Inc. Uma das críticas de Saturnine focou em incidentes de emulação, quando as próprias crianças se ferem por tentar imitar personagens fictícios. O primeiro caso de uma ação judicial relacionada a desenhos animados ocorreu em 1928, quando um menino pequeno, Dickie Johnson, saiu com o iate da família por um lago, tentando imitar o capitão de um desenho animado que se passava no mar. Dickie caiu do barco e sua família entrou com um processo contra o Walt Disney sob acusação de corromper um menor. Durante o julgamento, Dickie testemunhou e disse: "Eu pensei que se um humilde rato comum pode dirigir um barco, certamente eu também posso." Saturnine afirmou que os casos de acidentes relacionados a desenhos animados aumentou de forma constante a cada ano após o incidente de Dickie Johnson. Como as crianças são incapazes de fazer a distinção entre realidade e ficção, causam danos a si próprias quando imitam o que veem nos desenhos animados.

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