Regulação homeostática da pressão arterial

Escrito por beth celli | Traduzido por max jahnke
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Regulação homeostática da pressão arterial
Esfigmomanômetro, aparelho utilizado para verificar a pressão arterial (Hemera Technologies/PhotoObjects.net/Getty Images)

A homeostase é a capacidade do corpo em manter um ambiente interno constante, independentemente de influências exteriores. O corpo controla a pressão arterial, temperatura, respiração e até mesmo os níveis de glicose no sangue por meio de vários mecanismos internos para manter tudo constante. A pressão arterial permanece dentro dos limites normais, através da utilização de mecanismos rápidos e lentos. Trabalhando em conjunto, os mecanismos se esforçam para manter uma pressão aproximada de 120/80 mm Hg.

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Mecanismos rápidos

O reflexo barorreceptor é um dos mais importantes mecanismos de homeostase de ação rápida envolvido na regulação da pressão arterial. Ele consiste de receptores, nervos sensoriais, o bulbo e os nervos motores, todos trabalhando juntos. Outro mecanismo de atuação rápida na regulação da pressão arterial é a secreção de epinefrina e norepinefrina pela glândula suprarrenal.

Reflexo barorreceptor

Os receptores, denominados barorreceptores, são encontrados em certos locais nas paredes do coração, onde eles são capazes de detectar qualquer alteração na pressão arterial. Nervos sensoriais são ativados após os barorreceptores notarem uma mudança. Eles enviam informações para o bulbo no cérebro, onde é interpretado. A medula, então, decide se deve aumentar ou diminuir a pressão arterial, o que depende dos sinais que recebeu. Os nervos motores das divisões simpática e parassimpática do sistema nervoso autônomo são ativados para realizar os ajustes necessários para manter a pressão arterial.

Sistema nervoso simpático

Se um aumento na pressão arterial é necessário, o sistema nervoso simpático vai trabalhar. Esse sistema fornece o sistema elétrico do coração e vai aumentar a taxa cardíaca e causar uma contração mais vigorosa no coração. O sistema nervoso simpático provoca também a contração de alguns vasos sanguíneos, o que aumenta a resistência dos vasos. Em conjunto, estas respostas aumentam a quantidade de sangue bombeado pelo coração a cada minuto, o que aumenta a pressão arterial.

Sistema nervoso parassimpático

Quando uma diminuição na pressão arterial for necessária, o bulbo sinaliza o sistema nervoso parassimpático para causar uma diminuição na taxa do coração, o que irá diminuir a pressão sanguínea. Os nervos parassimpáticos também causam a dilatação dos vasos sanguíneos, ou desbloqueiam, o que diminui a resistência, levando novamente a reduzir a pressão arterial.

Secreções da glândula adrenal

A glândula adrenal secreta os hormônios como epinefrina e norepinefrina. Ambos hormônios atuam para aumentar a quantidade de sangue bombeado pelo coração a cada minuto. Eles também fazem com que os vasos sanguíneos se contraiam. Essas ações ajudarão com o aumento da pressão arterial.

Mecanismos lentos

Existem vários mecanismos que lidam com o controle a longo prazo da pressão arterial. O mecanismo de renina-angiotensina-aldosterona é o mais importante. Os rins secretam renina na corrente sanguínea, onde interage com a angiotensina. A angiotensina causa a constrição dos vasos sanguíneos e também faz com que se tenha a secreção de aldosterona. A aldosterona aumenta a quantidade de água e de sódio absorvida pelos rins, o que leva a um aumento da quantidade de sal e de água na corrente sanguínea. Essa combinação de atividades faz a pressão arterial se elevar.

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