Técnicas para tocar o fagote

Escrito por cece evans | Traduzido por luigi bahia
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Técnicas para tocar o fagote
Um tocador de fagote pode lançar mão de várias técnicas de execução (main de musicien image by choucashoot from Fotolia.com)

O fagote é um instrumento de sopro com uma palheta dupla. Fagotes apareceram na forma moderna a partir século XIX. Eles são longos, com um bocal de metal curvado e um complexo sistema de chaves. O fagote produz um som baixo e esganiçado, comparável à voz de barítono masculino. Usado em bandas de concerto, orquestras e conjuntos de música de câmara, o som e o timbre do fagote podem ser encaixados em muitos estilos diferentes, a maioria dos quais são baseados na tradição da música clássica européia.

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Técnicas

Uma técnica de fagote não disponível para outros instrumentos de sopro é o "tremolo", onde o polegar da mão esquerda tamborila brevemente sobre o Lá, Dó e Ré agudos antes das notas serem tocadas, o que impede a produção de um som rachado, o que aconteceria normalmente nestes instrumentos devido ao seu tamanho. Alguns instrumentistas, no entanto, não utilizam esta técnica. Os músicos podem controlar tom e timbre através da digitação e da embocadura (a forma dos músculos da boca). Há uma série de técnicas de sopro também à disposição dos fagotistas, incluindo técnicas linguais para a produção de trinados.

Barroco

A música barroca é um estilo europeu muito popular entre 1600 e 1750, o período barroco, seguido do Renascimento e precedido pela era clássica. O termo "barroco" significa "pérola deformada", referindo-se aos estilos arquitetônicos e artísticos caracterizados por uma ênfase na alta ornamentação.

Musicalmente falando, o período barroco trouxe novas técnicas para compor e tocar com o fagote. Uma série de compositores barrocos escreveu concertos e sonatas para o fagote, incluindo Vivaldi e Georg Philipp Telemann. Durante o período barroco, a ornamentação musical, isto é, trinados, gorgeia, descants e afins foram criados e empregados e interpretados pelo instrumentista ou regente, não pelo compositor (partituras de música barroca não contém ornamentação).

Romantismo

Uma série de compositores românticos também criou obras para fagote, entre eles Camille Saint-Saëns e Carl Maria von Weber. O período Romântico na música durou de 1610 a 1915 e apresenta expressão emocional e paixão acentuadas. O elemento expressionista, fundamental para o romantismo, exigiu a ampliação de estruturas formais de uma composição (de chave, compasso, instrumentação e assim por diante).

Compositores românticos e do modernismo célere achavam o timbre peculiar do fagote perfeito para solos líricos e melancólicos. Antes disso, o fagote geralmente interpretava melodias de baixo encorpadas, mas na era romântica tornou-se um distinto instrumento solista.

Século XX

A música clássica do século XX trouxe consigo uma variedade de estilos diferentes e mais experimentais, muitas vezes em resposta a novos ambientes sonoros produzidos pela industrialização e meios eletrônicos como rádio e fonógrafos. Prokofiev, Glenn Gould, Paul Hindemith e Richard Strauss compuseram obras renomadas para o fagote. Na peça "O menino e o lobo" de Prokofiev, por exemplo, o tom lamurioso e nasal do fagote caracteriza o avô de Pedro.

Compositores modernos mais recentes brincam bastante com dissonâncias, utilizando a distinta capacidade de produzir sons atonais do fagote -- o que se tornou um elemento chave do modernismo musical.

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