A teoria tradicional dos rendimentos em economia

Escrito por shane hall | Traduzido por elia regina previato
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A teoria tradicional dos rendimentos em economia
A pesquisa econômica moderna descartou a teoria tradicional sobre salários (Stockbyte/Stockbyte/Getty Images)

Médicos e advogados ganham salários muito mais altos do que professores e policiais, que por sua vez, ganham mais do que trabalhadores agrícolas e zeladores. Apesar das diferenças de rendimentos, todos eles esperam ser pagos por seus esforços. Na economia, os salários representam os preços pagos pelo trabalho, um dos fatores de produção junto com terra e capital. Devido à importância do trabalho no processo de produção, os primeiros economistas já desenvolveram teorias sobre os níveis salariais. A economia moderna, no entanto, desenvolveu explicações alternativas.

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Teorias/Especulação

A teoria tradicional dos salários tem suas raízes no pensamento econômico do século XIX e tem sido atribuída ao economista inglês David Ricardo e ao socialista alemão Ferdinand Lasalle. A teoria, conhecida como a Lei de ferro dos salários, afirma que, a longo prazo, os salários tendem para o nível mínimo necessário para o trabalhador viver. Isso ocorre por causa da concorrência entre os trabalhadores pelos postos de trabalho. Segundo essa teoria, os salários não podem cair abaixo de um nível de subsistência porque os trabalhadores não seriam capazes de viver.

História

A lei de ferro dos salários tem as suas raízes no trabalho do filósofo e economista inglês do século XVIII Thomas Robert Malthus, que escreveu que salários mais altos desencadeiam aumentos na população. Isto significa uma maior oferta de trabalhadores, que exerce pressão sobre os níveis salariais. Karl Marx, co-autor do "Manifesto Comunista" e outras influentes obras socialistas, foi um crítico da teoria tradicional dos salários, especialmente de suas raízes malthusianas. Marx declarou que os trabalhadores foram destinados a viver na pobreza não por causa dos salários, mas porque o aumento da capacidade de produção capitalista provoca aumento da população.

A visão dos especialistas

Gregory Mankiw, economista de Harvard, antigo assessor da Casa Branca e autor de "Princípios da Economia", escreveu que a maioria das análises econômicas sobre salários supõem que os níveis salariais refletem um equilíbrio entre a oferta de trabalhadores e a demanda por trabalho. No entanto, ele aponta casos em que os salários são definidos acima desse equilíbrio. Leis de salário mínimo, por exemplo, pagam a alguns trabalhadores mais do que poderiam receber em um mercado de trabalho desregulado. Além disso, as empresas em que os trabalhadores têm representação sindical pagam a seus trabalhadores níveis mais altos do que pagariam se o sindicato não estivesse presente.

Teoria da eficiência dos salários

Uma alternativa para a Lei de ferro dos salários é a Teoria de eficiência do salário. Ela sustenta que muitas empresas pagam salários acima do nível de subsistência, porque é rentável fazê-lo no longo prazo. De acordo com esta perspectiva, pagar salários mais elevados torna os trabalhadores mais produtivos, reduz a rotatividade e atrai trabalhadores de melhor qualidade.

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