Tipos de gramínea encontrados em uma floresta tropical seca

Escrito por talmadge walker | Traduzido por thiago silva
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Tipos de gramínea encontrados em uma floresta tropical seca
O bambu é a gramínea mais alta existente (Comstock Images/Comstock/Getty Images)

Uma floresta tropical seca, também conhecida como floresta tropical decídua, é um bioma florestal em que chove durante um curto período do ano. Por conta do clima seco, as árvores não mantêm sua folhagem durante todo o ano, perdendo-a durante as épocas mais secas para conservar a umidade. Boa parte das terras cobertas por esse tipo de vegetação foi transformada em ranchos e pastos pelos humanos.

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Gramíneas

A maioria das gramíneas não se desenvolve em florestas tropicais. Por mais que muitas dessas plantas se adaptem a climas mais secos, elas precisam de luz solar para crescer. Infelizmente para elas, as temporadas de crescimento dependem do período de chuvas, época em que a luz solar é bloqueada pelas árvores maiores. Geralmente, essas gramíneas crescem somente nas beiradas das florestas, onde há luz solar adequada durante os meses de chuva do ano. Algumas das ilhas no Havaí, por exemplo, não possuem gramíneas nativas.

Bambu

Uma importante exceção é o bambu, a maior espécie de gramínea existente, que atinge alturas de até 30 m de altura, competindo pela luz do sol junto com as árvores. Por crescer tanto, muitas pessoas não a identificam como grama, mas, de fato, o bambu faz parte da família poaeceae, das gramíneas verdadeiras. O bambu tem grande significância ecológica e econômica na Ásia, mas também cresce na África, Austrália e América Latina.

Outras gramíneas

Outra exceção é a Lasiacis ruscifolia, outra gramínea alta que cresce até 7,5 m de altura. Trata-se de uma gramínea perene encontrada no México e América do Sul. Apesar de ser relativamente comum em algumas áreas, não tem a mesma significância econômica do bambu. Outras gramíneas nativas da América Latina incluem o capim-amargoso (Digitaria insularis) e capim-custódio (Leptochloa virgata), encontrados desde o sul dos EUA até o norte da América do Sul.

Espécies invasivas

Algumas gramíneas têm um impacto em seu território nativo. Em lugares em que houve limpeza da mata para se obter lenha ou para criar espaço para pastos, espécies não-nativas deram um jeito de crescer e expulsar. No Havaí, o capim-do-Texas, que apesar do nome, é de origem africana, e outras espécies invasivas acabaram dificultando ainda mais a vida das plantas locais. Essas gramíneas são altamente inflamáveis durante o período de seca e, caso entrem em chamas, podem acabar espalhando o fogo para a vegetação próxima. A área danificada então permite que o capim-do-Texas se espalhe ainda mais. Na Bolívia, ocorre o mesmo, já que o desmatamento permitiu a introdução da Urochloa (Panicum) maxima, uma gramínea de pasto invasiva, também de origem africana.

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