Tipos de quimio no tratamento de Linfomas de Hodgkin

Escrito por adi ferrara | Traduzido por debora joi
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Tipos de quimio no tratamento de Linfomas de Hodgkin
O linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que ataca o sistema linfático (Lymphatic System © Sebastian Kaulitzki iStockPhoto)

O linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que ataca o sistema linfático, que faz parte do sistema imunitário. O câncer resulta em linfócitos B anormais; os linfócitos são glóbulos brancos que fazem parte da defesa do organismo. Embora, no passado, o linfoma de Hodgkin (também conhecido como doença de Hodgkin) costumasse ser, na maioria das vezes, fatal, agora a doença tem taxas de cura de mais de 80%. Se ela for detectada precocemente e responder bem ao tratamento, as taxas de cura superam 95%. Existem dois tipos principais de linfoma de Hodgkin: linfoma de Hodgkin com predominância de linfócitos e linfoma de Hodgkin clássico, que tem quatro subtipos. O linfoma de Hodgkin com predominância de linfócitos tem um tipo diferente de célula maligna que a encontrada no linfoma de Hodgkin clássico.

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Visão geral do tratamento

A doença de Hodgkin clássica é normalmente tratada com uma combinação de quimioterapia e radioterapia. O linfoma de Hodgkin com predominância de linfócitos é, muitas vezes, tratado em seus estágios iniciais apenas com radioterapia ou, especialmente em crianças, com uma abordagem expectante, pois ele tende a progredir lentamente. Nas fases finais, o linfoma de Hodgkin com predominância de linfócitos é tratado da mesma maneira que a doença de Hodgkin clássica em sua fase final.

Quimioterapia para Linfoma de Hodgkin

Várias combinações de drogas quimioterápicas são comumente usadas ​​para tratar a doença de Hodgkin. A mais comum é ABVD, constituída por doxorrubicina (Adriamicina), bleomicina, vinblastina e dacarbazina. Essa combinação é usada para tratar todas as fases da doença de Hodgkin clássica e estágios finais do linfoma de Hodgkin com predominância de linfócitos. A primeira combinação de fármacos utilizados para tratar a doença de Hodgkin foi MOPP-mecloretamina, vincristina, procarbazina e prednisona. Ela ainda é usada hoje em dia, principalmente em ciclos alternados com ABVD. A combinação MOPP tem alguns efeitos colaterais graves, incluindo esterilidade masculina e elevado risco de leucemia (câncer do sangue). A combinação BEACOPP (bleomicina, etoposido, doxorrubicina, ciclofosfamida, vincristina, procarbazina e prednisona) é utilizada nas fases tardias da doença de Hodgkin. Ela também carrega um risco de leucemia. A combinação Stanford V (doxorrubicina, vinblastina, mecloretamina, etoposido, vincristina, bleomicina e prednisona) é uma nova combinação de quimioterapia que é sempre usada com radioterapia depois que os ciclos da droga tiverem sido completados.

Outros tratamentos

Os tratamentos com radiação, tanto no local do tumor inicial, quanto em áreas mais amplas do corpo, normalmente acompanham a quimioterapia em todas as fases da doença de Hodgkin. Ainda não está claro como a radiação se faz necessária em pacientes com doença de Hodgkin em estágios finais que respondem bem à quimioterapia, mas os pacientes em estágio avançado que têm uma resposta parcial parecem se beneficiar de radioterapia e quimioterapia combinadas. Os pacientes que não respondem a tratamentos ou que têm recaída após o tratamento costumam receber altas doses de quimioterapia, que destrói as células do sangue. Antes do tratamento, as células-tronco desses pacientes são coletadas; essas células são devolvidas ao paciente após o tratamento para que sangue novo e saudável se forme em seu corpo. Os medicamentos de quimioterapia utilizados nesses casos incluem carmustina, etoposido, citarabina e melfalano (protocolo BEAM) e ifosfamida, carboplatina e etoposido (protocolo ICE).

Efeitos tardios dos tratamentos

As drogas da quimioterapia e os tratamentos com radiação podem ter efeitos graves no corpo. Como os pacientes com doença de Hodgkin vivem mais tempo agora que no passado, esses efeitos preocupam mais. Eles incluem (mas não são somente esses) problemas cardíacos em pacientes tratados com radiação no peito ou com doxorrubicina, vários tipos de câncer incluindo câncer de mama e de pulmão (o último é um problema particular em fumantes que foram tratados com mecloretamina) e infertilidade em pacientes tratados com radiação abdominal ou com procarbazina.

Outras considerações

O linfoma de Hodgkin clássico ocorre mais frequentemente em pessoas na idade fértil. Quando ele for diagnosticado durante a gravidez, é possível tratar a mãe com o fármaco de quimioterapia vinblastina no primeiro trimestre ou com dose mínima de radiação se o tumor estiver acima do diafragma. Se a doença for diagnosticada no final da gravidez e os médicos determinarem que é possível esperar, o tratamento pode ser adiado para até depois do parto. A doença de Hodgkin não prejudica o bebê e a gravidez não torna a doença pior.

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