Tratamento ortomolecular para depressão

Escrito por marisa serafini | Traduzido por mariana dsp
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Tratamento ortomolecular para depressão
A psiquiatria ortomolecular busca melhoras através de mudanças na dieta (Jupiterimages/Comstock/Getty Images)

A psiquiatria ortomolecular é um tratamento para transtornos mentais baseado na nutrição. Os tratamentos dessa natureza focam em identificar deficiências nutricionais e aumentar a ingestão desses nutrientes para corrigir certos problemas psicológicos. Esse tratamento pode ser usado no lugar dos medicamentos receitados e é recomendado quando o paciente apresenta muitos efeitos colaterais à medicação. Tratamentos ortomoleculares também podem ser usados como complemento à medicação e à psicoterapia.

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O que posso tratar?

A psiquiatria ortomolecular pode ser usada para tratar uma diversidade de doenças e transtornos psiquiátricos. Alguns deles incluem transtorno bipolar, depressão, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), esquizofrenia e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Esse artigo dará foco ao papel da psiquiatria ortomolecular no tratamento dos maiores transtornos depressivos.

Os nutrientes

No ramo da psiquiatria ortomolecular, diversos nutrientes foram identificados e ligados a certos transtornos. Os nutrientes normalmente recomendados com esse tipo de tratamento são vitaminas B, vitaminas C, magnésio, selênio e ácidos graxos essenciais. A deficiência de vitamina D é vista pelos médicos ortomoleculares como uma causa comum para grandes transtornos depressivos.

Benefícios e riscos

O principal benefício desse tratamento é que, se usado no lugar de antidepressivos e estabilizadores de humor, comumente prescritos para depressão, ele elimina os efeitos colaterais dessas medicações, como boca seca, ganho de peso e náuseas. O tratamento ortomolecular pode ser bom para aqueles que acham difícil seguir um tratamento e tomar medicação, devido aos efeitos colaterais. Além disso, os tratamentos nutricionais podem, de fato, melhorar a função das medicações prescritas. Os riscos desse tipo de tratamento não são muito claros, contudo, um risco é que esse tipo de tratamento não é considerado legítimo por médicos mais tradicionais. Indubitavelmente, é necessário fazer mais pesquisas sobre esse assunto.

Testes e diagnósticos

Se optar por fazer um tratamento com um médico ortomolecular, existem alguns testes que devem ser feitos para determinar-se o potencial benefício do tratamento. Estes testes podem incluir qualquer um dos a seguir: questionário sobre seus pensamentos e comportamentos, eletroencefalograma (teste que mede a atividade das ondas cerebrais), teste mineral do cabelo ou exame de glicose no sangue.

Considerações

A área de psiquiatria ortomolecular é altamente controversa, devido à falta de pesquisas equilibradas e a suas abordagens simplistas e não ortodoxas. A maioria dos especialistas da área da saúde mental recomendarão o uso dos tratamentos ortomoleculares em conjunto com outros tratamentos, como medicações ou aconselhamentos. As comunidades científica, médica e psiquiátricas concordam que não há provas suficientes de que a psiquiatria ortomolecular seja efetiva como tratamento único para transtorno de bipolaridade, dentre outros.

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