Usos do cobalto na resina de poliéster

Escrito por alison imbriaco | Traduzido por mário candi tsuge
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Usos do cobalto na resina de poliéster
O cobalto é minerado em países ao redor do mundo, mas 39% vem da África (Hemera Technologies/PhotoObjects.net/Getty Images)

A resina de poliéster é onipresente na vida moderna. Ela é usado para fazer muitos itens, incluindo painéis de parede e teto, tampas de motor de carro e disjuntores para os aparelhos elétricos. Os produtos à base de cobalto são adicionados à resina de poliéster para garantir uma polimerização adequada ou endurecimento para um estado sólido.

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Resina de poliéster

Os blocos de resina de poliéster são chamados de monômeros. As estruturas químicas desses monômeros são diferentes, dependendo do tipo de resina necessária. Os monômeros formam cadeias de polímero. Um diluente reativo então liga essas cadeias de polímero. Esse processo de ligação, ou ligação cruzada, é conhecido como copolimerização de radicais livres. Um fabricante de resina pode fazer muitos tipos de resinas de poliéster para atender os muitos usos diferentes.

Curando a resina

Durante o processo de cura, o diluente reativo, que normalmente é o estireno, começa o processo de "ligações cruzadas" que une as cadeias do polímero até que a resina forme um gel e depois endureça. A densidade das ligações cruzadas determina a força do produto final. Um iniciador, que normalmente é um peróxido, começa o processo de decomposição em frações de moléculas altamente reativas que iniciam uma reação em cadeia. Os aceleradores ativam o iniciador, promovendo a decomposição do iniciador enquanto a resina cura em temperatura ambiente. Os aceleradores, ou promotores, são quase sempre uma forma de sal de metal de cobalto (naftenato de cobalto, octoato de cobalto ou neodecanoate de cobalto). Geralmente, o acelerador de cobalto é adicionado em aproximadamente 0,01 pcr (partes por cem de resina), embora a quantidade varie de acordo com o produto final. Mas pequenas quantidades de cobalto podem fazer a diferença entre um produto final forte, utilizável e um que esteja rachado ou com falha.

Cobalto

Há milhares de anos que as pessoas utilizam o cobalto para fazer tinta azul. No entanto, foi apenas em 1735 que um químico sueco isolou e deu nome ao metal. Aproximadamente 39% do cobalto em uso vem da África — especialmente da República Democrática do Congo e da Zâmbia — onde é um subproduto da mineração de cobre. O cobalto também é um subproduto na mineração de níquel, prata, chumbo e minérios de ferro e é encontrado em meteoritos. Hoje, ele possui muitos usos. Por exemplo, melhora o desempenho das pilhas recarregáveis e também melhora a força de alta temperatura de ligas utilizadas em motores.

Alternativas aos aceleradores de cobalto

Enquanto os aceleradores usados na fabricação da resina de poliéster são quase sempre produtos do cobalto, uma empresa na Holanda está desenvolvendo alternativas que não usam cobalto ou o usam em menor quantidade. A empresa, AkzoNobel, lançou o primeiro de seus aceleradores alternativos no final de 2010 e planeja lançar alternativas adicionais livres de cobalto em 2011.

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