Vivendo com o HIV e a AIDS

Escrito por erik steel | Traduzido por ricardo schweitzer
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Vivendo com o HIV e a AIDS
Uma alimentação saudável é essencial para a melhora da saúde geral do corpo (Photos.com/PhotoObjects.net/Getty Images)

A vida com o HIV e a AIDS apresenta uma série de desafios, alguns difíceis de perceber até que você realmente precise conviver com eles. Apesar disso, indivíduos com HIV positivo podem ter vidas normais com a ajuda de medicações, um estilo de vida saudável e apoio de entes queridos.

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Tratamento

A qualidade de vida para pacientes HIV positivo aumentou consideravelmente desde o desenvolvimento do coquetel de drogas antiretrovirais. Esse grupo de medicações ataca o HIV em diferentes pontos durante o ciclo de infeção, diminuindo o impacto do vírus no sistema imunológico e adiando o desenvolvimento dos sintomas. Apesar dessas drogas possuírem um ciclo complexo e diversos efeitos colaterais, desde leves até graves, é importante seguir o tratamento à risca e não alterá-lo sem antes consultar um médico. As consultas regulares com um médico também são essenciais, acompanhadas de testes laboratoriais para analisar a quantidade viral no organismo e conversas com o médico sobre efeitos colaterais.

Estilo de vida

Três comportamentos chave são essenciais para todos os indivíduos com HIV positivo: manter uma dieta saudável, parar de fumar e realizar exercício físico. Normalmente isso ajuda porque um corpo fisicamente saudável será capaz de combater infecções com mais efetividade, e também pode lidar melhor com o próprio HIV. Manter um equilíbrio nutricional e construir massa muscular com exercícios pode ajudar a acabar com a perda de peso severa que ocorre até antes da progressão do HIV para AIDS. De acordo com a Gay Men's Health Crisis (GMHC, Crise de saúde em homens gays, em tradução livre), uma organização não-governamental americana para apoio de pacientes com AIDS, o exercício físico pode ajudar a reduzir o estresse, melhorar o funcionamento do sistema imunológico, regular o sono e melhorar o apetite.

Revelação

Revelar o status de HIV é uma decisão extremamente pessoal. É importante pelo menos contar para seus médicos que você é HIV positivo, pois essa informação é importante para que seja possível receber o cuidado relativo à sua condição médica. Também é importante conversar com sua família e amigos para desenvolver uma rede de apoio com seus entes queridos para lhe ajudar com o estado físico e emocional de alguém que vive com o HIV.

Proteção

Assim que alguém é diagnosticado com o HIV, é importante tomar medidas de proteção para si e seus parceiros sexuais contra a infecção. Informar ao parceiro sexual de sua condição é responsabilidade da pessoa com HIV positivo, e ambos os envolvidos no ato sexual devem insistir na prática do sexo seguro, utilizando barreiras (camisinha masculina, feminina e para sexo oral) e sexo sem penetração. Em alguns lugares do mundo a prática do ato sexual sem revelar o seu status de contaminação por HIV é ilegal. Também é importante levar em conta a sua condição quanto a outras doenças sexualmente transmissíveis, pois o HIV aumenta a suscetibilidade a outras infecções.

Educação

Pessoas que representam comunidades marginalizadas normalmente se sentem na responsabilidade de servir como educador para outros. Para quem é HIV positivo isso significa conversar sobre os efeitos da doença e rotas de transmissão, além das experiências pessoais sobre o convívio com a infecção. Uma redução da inibição e do medo de compartilhar experiências pessoais pode ser necessário nesses casos. É importante lembrar que ninguém deve achar que representa uma comunidade inteira, e o compartilhamento de informações sempre deve ser realizado de acordo com a vontade do paciente, respeitando sua privacidade.

Apoio

O diagnóstico de HIV e fatores relacionados com a natureza crônica da doença podem trazer estresse, tristeza e outros sentimentos negativos. Diversas organizações recomendam conversar com amigos e família para diminuir a carga emocional do paciente. Participar de um grupo de apoio também pode alcançar esse resultado, além de possibilitar a troca de informações com outras pessoas que convivem com a doença. Se os sintomas negativos persistirem, considere buscar ajuda de um profissional da saúde mental.

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