Ablação por radiofrequência de um tumor de pulmão

Escrito por rose kitchen | Traduzido por marcella narvaes
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Ablação por radiofrequência de um tumor de pulmão
Pulmões humanos com tumor (Image by Flickr.com, courtesy of Rob and Stephanie Levy)

A ablação por radiofrequência de um tumor pulmonar é uma técnica minimamente invasiva, utilizada no tratamento de câncer de pulmão. Guiada por imagem, esta técnica aquece as células cancerosas, para destruí-las. Aqueles executando esse procedimento usarão uma variedade de técnicas de imagem, como tomografia computadorizada, ultrassom e ressonância magnética, para ajudar a guiar o eletrodo de agulha no tumor. Correntes, consistindo de correntes elétricas de alta frequência, criarão calor conforme passarem através do eletrodo, resultando nas células anormais sendo destruídas.

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Usos comuns

A ablação por radiofrequência de um tumor pulmonar é mais comumente utilizada para ajudar a destruir tumores e células anormais em pacientes que estão muito doentes para passar por uma cirurgia convencional ou para aqueles que desejam evitá-la. Pode ser benéfico quando o paciente tem apenas uma pequena quantidade de câncer de pulmão se espalhando, como para o intestino, rim ou peito. Também é benéfico para pacientes que possuem um tumor grande, que não poderá ser removido por técnicas cirúrgicas convencionais. Outros usos podem incluir aliviar a dor de quando um tumor pulmonar vai para a parede torácica e também reduzir o tamanho do tumor, para que a quimioterapia e a radioterapia sejam mais eficazes.

Procedimento

A ablação funciona por ter correntes elétricas que passam através dos protetores que serão colocados sobre a pele do paciente e através do eletrodo de agulha. O calor será produzido em torno destes eletrodos, que destruirão as células cancerosas. A ablação por radiofrequência só destruirá o tumor e uma pequena quantidade de tecido ao seu redor. Também ajuda a reduzir o risco de hemorragia, pois fechará os pequenos vasos sanguíneos. As células do tumor destruído são então substituídas ao longo do tempo por tecido cicatricial. O médico que está realizando o procedimento muitas vezes usará um dispositivo de imagem, para ajudar a guiar o eletrodo de agulha, que será introduzido lentamente na pele e no local do tumor. Quando estiver no lugar, a energia de radiofrequência será passada através dela. Na maioria dos casos, este procedimento levará algumas horas, do começo ao fim. Alguns pacientes precisarão realizar este procedimento mais de uma vez.

Experiência

A maioria dos pacientes experimentará uma leve picada, quando o eletrodo de agulha for guiado na pele. A inserção do IV causará uma leve picada também. Aos pacientes serão dados um sedativo, para ajudá-los a relaxar, mas na maioria dos casos não dormirão. Se o paciente sentir dor após a ablação por radiofrequência de um tumor pulmonar, será fornecida uma medicação para a dor, mais frequentemente através de seu IV. A maioria dos pacientes também será enviada para casa com alguns analgésicos orais. Se houver náusea, será prescrita uma medicação oral ao paciente, para uso doméstico, ou pelo IV, no hospital. Duas horas após esse procedimento, o paciente fará uma radiografia de tórax, para certificar-se de que seus pulmões não entraram em colapso. Cerca de 30% dos pacientes experimentarão um colapso pulmonar com este procedimento. Cerca de 10% dos pacientes precisarão de um tubo no peito, por causa disso.

Limitações

Para alguns pacientes, este procedimento não é prático. Aqueles com um tumor no pulmão perto dos vasos sanguíneos, das vias aéreas centrais ou do coração podem não ser capazes de ter a ablação por radiofrequência para um tumor pulmonar. Aqueles com tumores em áreas difíceis de alcançar e aqueles com tumores pulmonares grandes podem precisar de vários procedimentos.

Riscos

Os pacientes submetidos a uma ablação de radiofrequência para tumores do pulmão podem estar sob riscos de complicações. Alguns pacientes podem sofrer de uma condição em que gás ou ar recolhe na cavidade torácica, resultando em um colapso parcial de pulmão (pneumotórax). A maioria dos pacientes não requer tratamento, mas aqueles que precisam terão um tubo inserido no peito, para drenar o ar. Embora incomum, podem ocorrer sangramentos significativos e dor severa. Os pacientes podem sentir falta de ar, se for recolhido o líquido entre a cobertura de membrana do pulmão e o pulmão. Para remover o líquido, o médico irá inserir uma agulha e removê-lo. Em casos raros, os pacientes podem sentir o agravamento de outras doenças de pulmão, depois de ter realizado este procedimento. Há também o risco de infecção, embora isso só ocorra em aproximadamente 1% dos pacientes.

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