Artistas e depressão mental

Escrito por emma fedak | Traduzido por carolina rico
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Artistas e depressão mental
Uma mulher reflete sobre seus sentimentos de desespero (thinking depressed image by Frenk_Danielle Kaufmann from Fotolia.com)

Seja fazendo música, contando histórias, pintando retratos ou iluminando a tela, artistas há muito tempo possuem uma reputação melancólica. Artistas criativos, desde Amy Tan e J.K. Rowling até Harrison Ford e Rodney Dangerfield, compartilharam suas histórias de depressão mental. Pesquisadores como Charlotte Waddell, Nancy C. Andreasen e Kay Redfield Jamison continuam a investigar possíveis conexões entre criatividade e doença mental.

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Possíveis causas

De acordo com Jim Carrey, a depressão é como um nível baixo constante de desespero. Vários fatores facilitam esse estado de espírito, mas para o indivíduo criativo, aspectos de seu trabalho podem ter um papel nesse desenvolvimento. Muitos artistas demonstram uma personalidade reflexiva e hipersensível em relação aos seus arredores. A educadora de saúde Amy Scholten, MPH, sugere que essas características, assim como a dor psicológica intensa, "podem adicionar profundidade e significado ao trabalho criativo". A imersão em ambientes que não apoiam tendências criativas e o desafio social que pessoas talentosas encontram durante suas vidas podem também contribuir para uma depressão mental, pois tais experiências podem diminuir a autoestima e aumentar a insegurança e sentimentos de inferioridade. Além disso, a maioria dos empreendimentos criativos requer isolamento e solidão. Sem uma rede de apoio social, o artista pode sucumbir a crises de depressão.

Suicídio

Muitos artistas na história cederam sob o poder da depressão. Virginia Woolg, Sylvia Plath, Kurt Cobain, Rembrandt Bugatti e outros terminaram suas vidas, deixando para trás memórias de suas genialidades. No entanto, nem todos os artistas que sofrem de depressão mental tomam essa atitude drástica. Os métodos para lidar com o problema existem para ajudar um artista com sua depressão de modo que ele possa viver para ver os efeitos de seus trabalhos no mundo.

Lidar por meio do trabalho

Os artistas podem lidar com a depressão por meio de seu trabalho. O repórter da ScienceNews, Bruce Bower, observa que "campos que toleram a ambiguidade e flexibilidade na expressão criativa... aceitam com mais facilidade os praticantes com transtornos mentais e permitem que eles lutem com seus demônios interiores em sua arte". Ao fazer isso, os artistas evitam de se isolarem do mundo e desligar sua criatividade.

O motivador criativo Eric Maisel enfatiza a importância de uma existência significativa quando se trata de indivíduos criativos com depressão mental. Criando um "plano de vida" -- uma única frase que resume o desejo para a vida -- e escolhendo seguir um trabalho que o doente considera valer a pena, o artista pode encontrar o significado de sua existência que estava escondido na depressão.

Escolhas terapêuticas

Os artistas podem também usar métodos similares àqueles que pessoas que pensam menos com o lado direito do cérebro utilizariam. Muitos tomam remédios que alteram o humor, enquanto outros, como Christina Ricci e Lorraine Bracco, envolvem-se em um aconselhamento profissional. Outros ainda optam por seguir o exemplo de Jim Carrey e eliminar todo o álcool e drogas de suas vidas.

Sofredores notáveis

Além daqueles já mencionados, esses artistas influentes, atores, músicos e escritores, sofreram com a depressão mental:

Lord Byron Sheryl Crow Charles Dickens F. Scott Fitzgerald Charles Ives Billy Joel Alicia Keys Michelangelo Claude Monet Alanis Morissette Georgia O’Keefe Pablo Picasso Robert Schumann Peter Tchaikovsky Leo Tolstoy Mark Twain Vincent Van Gogh Tennessee Williams

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