Os bombardeiros da Batalha de Bulge

Escrito por jennifer spirko | Traduzido por marcelo couto
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Os bombardeiros da Batalha de Bulge
Bombardeiros tiverem um papel importante na Batalha do Bulge da Segunda Guerra Mundial (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

Winston Churchill chamou o conflito no inverno rigoroso conhecido como Batalha do Bulge de "a maior batalha americana da guerra". Foi realmente uma série de batalhas e combates da Segunda Guerra Mundial que duraram quase seis semanas, a partir de dezembro de 1944. A Batalha do Bulge acabou com as esperanças alemãs de vitórias no terreno da Europa Ocidental. O apoio aéreo dos bombardeiros foi crucial para a batalha.

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Antecedentes da batalha

A Batalha do Bulge começou em 16 de dezembro de 1944, quando uma grande força alemã atacou as quatro divisões americanas que controlavam 120 km de linha de frente na floresta das Ardenas e conseguiu atravessá-las. O exército dos Estados Unidos estima que a força alemã era composta de tropas com mais de 200.000 soldados e cerca de 2.000 tanques. O objetivo alemão era pressionar diretamente, através do canal inglês para dividir as forças Aliadas, mas os contra-ataques poderosos dos americanos, principalmente do 3º Exército sob comando do General George S. Patton, dificultaram o avanço alemão e, no Natal daquele ano, a 2ª Divisão Blindada dos Estados Unidos deteve os alemães antes que pudessem chegar ao rio Mosa. No mês seguinte, os ataques obstinados nos flancos inimigos forçaram sua retirada e restauraram a posição do fronte anterior à batalha.

Os bombardeiros da Batalha de Bulge
Ataques dos tanques e infantaria alemães criaram uma "saliência" ("bulge", em inglês) no fronte em dezembro de1944, dando nome à famosa batalha (Hemera Technologies/AbleStock.com/Getty Images)

Os bombardeiros da Segunda Guerra Mundial

Entre os muitos tipos de bombardeiros utilizados durante a Segunda Guerra Mundial, o mais famoso é, provavelmente, a "fortaleza voadora" B17, um bombardeiro potente que ganhou essa reputação porque muitos de seus tripulantes sobreviveram aos longos bombardeios sobre a Europa, centro da estratégia aliada. O B24 Liberator, também um bombardeiro potente de longa distância, foi a aeronave de maior produção dos EUA durante a guerra, com um alcance e capacidade maiores que o B17. O B26 Marauder podia voar mais rápido e transportar cargas ainda mais pesadas, mas era um projeto menos adaptável e acidentes durante treinamentos lhe conceberam o nome agourento de "Widowmaker" ("fazedor de viúvas", em inglês). Entre os bombardeiros médios usados no teatro de operações europeu estava o B25 Mitchell e o P47 Thunderbolt, chamado de "Jug". Embora o Jug fosse uma aeronave potente de combate, seu projeto o tornou ideal para combates ar-superfície, incluindo bombardeamento em auxílio de outras aeronaves.

Os bombardeiros da Batalha de Bulge
Bombardeiros potentes como o B17 e o B24 necessitavam de suporte durante combates para se defenderem de aviões inimigos (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

Suporte aéreo na Batalha do Bulge

Nos primeiros dias após a ofensiva alemã, o suporte aéreo era difícil ou impossível devido às condições do tempo. Entre as primeiras tarefas dos bombardeiros quando o tempo melhorou em 23 de dezembro, estava a de destruir pontes que permitiam o acesso das tropas alemãs à Bastogne. Essa cidade, estrategicamente localizada na França, era o foco do reforço do General Patton para a posição aliada. Os bombardeiros aliados não miravam somente nas pontes, mas também em centros de comunicação, depósitos de munições e outros recursos estratégicos alemães. A destruição desses recursos vitais foi fundamental para retardar o avanço alemão e permitir que as tropas americanas o contivessem.

Os bombardeiros da Batalha de Bulge
Bombardeiros médios e pesados, como a fortaleza voadora, auxiliavam as tropas no chão responsáveis por conter o avanço alemão (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

Contra-ataque da Luftwaffe

A resposta alemã é uma prova clara da importância da ofensiva de bombardeios americana. Em 1º de janeiro de 1945, a Luftwaffe - força aérea alemã - lançou a Operação Bondeplatte, que visava reduzir a eficácia do poderio aéreo americano destruindo campos de pouso na região. Os historiadores do 365º Batalhão lembram que 122 Thunderbolts P47 foram destruídos, a um custo elevado alemão. De fato, o historiador Danny Parker estima o resultado final em cerca de 300 aviões aliados perdidos contra o mesmo número de aviões alemães, 85 deles da própria defesa anti-aérea. Embora a perda, em termos de poder aéreo americano, tenha sido prejudicial, novos aviões foram mobilizados. A Alemanha não podia substituir seus aviões imediatamente por causa das restrições que as campanhas de bombardeio aliadas haviam causado na infraestrutura industrial - outra maneira, embora indireta, na qual os bombardeiros afetaram o resultado da Batalha de Bulge. O historiador John F. Fuller conclui: "O poder aéreo aliado ajudou a derrotar a parte de trás da ofensiva alemã".

Os bombardeiros da Batalha de Bulge
A indústria americana ajudou a fornecer bombardeiros e caças perdidos durante a Batalha de Bulge (McNeill/Valueline/Getty Images)

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