Os cavaleiros e suas vidas de cavalheirismo nos tempos medievais

Escrito por frank b. chavez iii | Traduzido por rodrigo castilhos
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Os cavaleiros e suas vidas de cavalheirismo nos tempos medievais
O cavalheirismo exigia que os cavaleiros mostrassem coragem, piedade e lealdade (Johannes Simon/Getty Images Entertainment/Getty Images)

Nos séculos X e XI, os cavaleiros tornaram-se uns dos membros mais importantes da sociedade medieval. Embora fossem guerreiros, esperava-se que eles apresentassem um comportamento cortês e honroso para com seus inimigos. Nos séculos XII e XIII, essa expectativa tornou-se um código de conduta chamado cavalheirismo.

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Treinamento

Ao completar sete anos, o filho de um cavaleiro tornava-se um mensageiro no castelo de outro cavaleiro. Com as senhoras do castelo, ele aprendia equitação e estudava boas maneiras. Quando tinha 14 anos, ele se tornava um escudeiro; aprendia habilidades de luta, cuidava da armadura e das armas do cavaleiro, bem como de seus cavalos, servia-lhe o jantar e ia com ele para a guerra e para os torneios. O escudeiro armava-o para a batalha e ajudava-o se ele fosse ferido ou caísse do cavalo. Quando estava prestes a completar 21 anos, o escudeiro tornava-se cavaleiro em uma cerimônia chamada ordenação. Um cavaleiro ou rei tocava o ombro do escudeiro com uma espada e lhe dava uma espada e esporas novas.

Valores do cavaleiro

Os valores do cavaleiro eram lealdade, cortesia, coragem, castidade, honra e piedade. Eles faziam votos para defender esses valores e demonstravam-nos através de suas ações. Por exemplo, muitos cavaleiros mostravam sua piedade participando das cruzadas contra os sarracenos, que haviam conquistado a Terra Santa. Alguns cavaleiros uniam-se a ordens militares, como os Cavaleiros Templários. Um cavaleiro recebia terras de um lorde, chamado de suserano. Em troca, ele mostrava sua lealdade lutando cerca de 40 dias por ano contra os inimigos do seu senhor.

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Os cruzados esperavam que suas ações os levassem ao paraíso (Photos.com/Photos.com/Getty Images)

Torneios

Os torneios começaram no século XI como treinamento para a guerra, onde as equipes de cavaleiros lutavam batalhas simuladas chamadas de confusão. No entanto, os torneios do século XIII eram eventos chamativos para ganhar fama e fortuna. Os cavaleiros usavam armaduras elegantes, decoradas com ouro, gravuras e outras decorações. Eles desenvolviam novos eventos que destacavam as habilidades individuais. Por exemplo, em uma disputa, dois cavaleiros tentavam derrubar um ao outro com lanças sem ponta. No passe de braços, um cavaleiro defendia todos os cantos do campo de torneio. No combate em pé, dois cavaleiros mostravam suas habilidades com espadas e machados.

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Os torneios davam aos cavaleiros a chance de se mostrar (Johannes Simon/Getty Images Entertainment/Getty Images)

Cavaleiros literários

Os ideais do cavalheirismo eram reforçados por histórias como a “Canção de Rolando” ou “Sir Gawain e o Cavaleiro Verde”. Elas recontavam lendas sobre heróis, como Carlos Magno e o Rei Arthur e seus cavaleiros. No século IX, Carlos Magno comandou a França, a Alemanha e partes da Itália. Caso tenha existido, o Rei Arthur foi um comandante britânico do século V. No entanto, nas canções e histórias, seus lendários guerreiros, como Roland, Gawain e Lancelot, exibiam todas as características de um cavaleiro medieval ideal, tais como coragem, honra e lealdade.

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Os personagens lendários como Rei Arthur descreviam um cavaleiro ideal (Photos.com/Photos.com/Getty Images)

Amor cortês

Nos séculos XII e XIII, os poetas franceses chamados de trovadores desenvolveram o amor cortês para as histórias chamadas de romances. Esse amor descrevia um relacionamento idealizado entre um cavaleiro e uma senhora casada. A senhora exigia lealdade do cavaleiro e o seu amor por ela o inspirava a realizar feitos históricos. De acordo com a professora de inglês da California Polytechnic University, Dr. Debora B. Schwartz, alguns historiadores sociais levantaram a hipótese de que o amor cortês poderia ter ensinado aos jovens cavaleiros como canalizar sua energia a partir de desejos não realizados para o comportamento socialmente responsável.

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O amor cortês era um artifício literário, não um comportamento real (Hemera Technologies/PhotoObjects.net/Getty Images)

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