Colares de titânio vs. colares ionizados

Escrito por connie lai Google | Traduzido por luigi bahia
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Colares de titânio vs. colares ionizados
Colar de titânio (Konstantin Sukhinin/iStock/Getty Images)

A comunidade de medicina alternativa acredita que o titânio e os metais carregados com íons negativos têm propriedades curativas que promovem a saúde geral do corpo. O titânio melhora a saúde por meio do alívio do fluxo elétrico do corpo. Os íons negativos fazem o mesmo através da neutralização dos efeitos de íons positivos em nosso ambiente. Com base nessas crenças, as empresas produzem colares feitos de titânio e aqueles que emitem íons negativos para atender às necessidades dos adeptos na medicina alternativa.

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Colares de titânio

De acordo com o representante da Phiten, uma pioneira dos colares de titânio infundido, o colar trabalha para estabilizar o fluxo elétrico no corpo e maximizar o seu desempenho fisiológico. A afirmação baseia-se no pressuposto de que as funções do corpo humano se dão através da transmissão de sinais elétricos nos nervos. A comunidade médica ainda tem de comprovar evidência científica que suporte essa afirmação. A popularidade do colar de titânio permanece apesar da opinião adversa da comunidade médica. Alguns membros do Boston Red Sox e jogadores da NFL usam colares de titânio religiosamente como amuleto de sorte.

Colares de titânio vs. colares ionizados
Jogadores de futebol americano utilizam colares de titânio como simpatias de sorte (Arthur Preston/iStock/Getty Images)

Colares de íons negativos

No final do século 18, dois cientistas, Elster e Geitel, descobriram que pequenas partículas no ar carregam eletricidade. Essas partículas foram posteriormente chamadas de "íons do ar" por Faraday. Acredita-se que os íons positivos sejam prejudiciais para o corpo e os íons negativos benéficos. Os íons negativos estão presentes na natureza, especialmente perto da água. Muitas pessoas no Japão consideram certos lagos locais sagrados, e estudos têm mostrado que os íons mais negativos são encontrados na água corrente do que em água destilada. Pessoas percorrem uma grande distância para reabastecer seu suprimento de água dos locais sagrados. Colares de íons negativos funcionam de forma semelhante a estar perto de água. Quando uma pessoa é capaz de receber regularmente íons negativos pelo uso do colar, acredita-se receber propriedades curativas que promovem a saúde e equilíbrio.

Colares de titânio vs. colares ionizados
Íons negativos podem combater os íons positivos disponíveis prontamente no ar (oorka/iStock/Getty Images)

Medicina alternativa: Titânio

Os defensores do poder de cura do titânio acreditam que o titânio pode relaxar os músculos, ajuda a decompor o ácido lático, melhora a concentração mental, promove a circulação sanguínea e, posteriormente, erradica o cansaço. Acredita-se também que o titânio ajuda em treinamentos de resistência e força física.

Embora sem comprovação científica por trás dessa cura alternativa, a popularidade de colares de titânio permanece devido à nossa mentalidade imediatista e à suposição de que o colar de titânio funciona porque a TV assim nos diz, assim como a mídia impressa e atletas como o coordenador de campo, Greg Benoit. A exposição repetida a esta publicidade afeta psicologicamente os consumidores de acordo com Michael Voight, um fisiologista da USC. A crença no poder de cura do produto também cria profundos sentimentos psicossomáticos nos usuários

Medicina alternativa: Íons negativos

O fluxo de sinais elétricos no corpo não pode ser influenciado pelos íons de uma pulseira, porque se essa afirmação fosse verdadeira, cada vez alguém fizesse uma tomografia computadorizada, sentiria-se extremamente revigorado por ter tido todos os íons do corpo recarregados.

Alguns praticantes da medicina alternativa acreditam que os íons positivos tornam o nosso corpo cansado, irritado e deprimido. Quando as tensões são amenizadas, o indivíduo sente-se revigorado através do equilíbrio dos íons negativos em nosso ambiente. Praticantes da medicina alternativa usaram estudos na Universidade de Columbia e do Instituto Psiquiátrico do Estado de Nova York como apoio. Os exemplos utilizados são os estudos que demonstram que tempestades elétricas geram íons negativos que nos fazem sentir melhor. Nota-se que os estudos estão a fazer referência à melhoria do nível iônico no meio envolvente, que não proporciona evidência sólida para que uma pequena pulseira possa combater um ambiente preenchido com íons positivos. Além disso , as descrições específicas e a documentação dos estudos não foram divulgados pelos anunciantes de colares de íons negativos, fazendo com que suas reivindicações não sejam rastreáveis ou confiáveis.

Processos sobre o bracelete iônico Q-Ray

A Comissão Federal do Comércio (FTC) ordenou que os réus da Q-Ray, fabricante de pulseiras ionizados a descontinuar seus bens em 2007, de modo que o FTC pudesse reembolsar os consumidores que compraram suas pulseiras entre 2000 e 2003. O tribunal de apelação do Distrito Norte de Illinois descobriu que tudo que a Q-Ray disse era falso. Os tribunais descobriram que as pulseiras não emitem "Q-Rays" e não eram ionizadas. As pulseiras foram rotulados como Q-Ray por simples conveniência. O tribunal também constatou que tanto a "melhoria do fluxo de bio-energia" e o fato de "equilibrar o fluxo de energias negativas" são frases vazias. As pulseiras não ofereceram efeitos médicos ou terapêuticos. Q-Ray, após a sua falência, mudou o posicionamento e fez menos alegações terapêuticas. Seus produtos agora já estão disponíveis para compra online e em algumas lojas de alimentos saudáveis.

Aviso da FTC

Nenhum destes produtos é certificado por provas científicas. Aqueles que acreditam na medicina alternativa podem pesar os prós e contras de cada produto. A FTC no entanto emitiu um alerta ao consumidor que recomenda aos consumidores prestar atenção aos produtos que fizerem reivindicações exageradas. De acordo com vários alertas da FTC, as empresas que fazem reivindicações de impressionante sonoridade são muitas vezes aqueles que não podem comprovar o efeito de seus produtos com estudos médicos. Os consumidores devem ficar atentos para os 'avanços científicos súbitos' e remédios antigos que oferecem curas milagrosas. Produtos que favorecem sua capacidade de se curar de muitas doenças são uma bandeira vermelha. Empresas que prometem uma garantia de devolução do dinheiro sem listar o endereço físico da empresa também é um fator de risco.

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