Coordenação da estrutura de uma organização horizontal

Escrito por walter johnson | Traduzido por fabiana silva
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Uma verdadeira organização horizontal não é "governada," ela é "coordenada." Esses dois conceitos são radicalmente diferentes e estão centrados em conceitos de regra burocrática e não burocrática. As organizações verticais são hierárquicas e dependem de meios de controle burocráticos e padronizados. Os modelos horizontais são baseados na cultura organizacional e muitas vezes, trabalham em torno de um produto ou ideia, ao invés de um conjunto de funções específicas ou "escritórios."

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Horizontalmente

Uma organização horizontal é estruturada na igualdade de seus membros e de seus grupos específicos dentro da qual funcionam. Esse tipo de organização é não burocrática, porque seu funcionamento não é padronizado e seus escritórios não trabalham em torno de uma "hierarquia clara." A igualdade e a confiança são as características culturais básicas deste modelo, mas uma crítica importante sobre a horizontalidade aponta para os métodos de coordenação das diferentes partes. Em geral, os especialistas organizacionais, tais como Richard Daft, colocam maior ênfase na cultura dessas organizações.

Cultura

As organizações horizontais e não burocráticas promovem uma ideologia libertária ou anarquista. Não existe poder como coerção, mas não há uma autoridade legítima e amplamente aceita. Essa autoridade é muitas vezes chamada de "cultura organizacional." Sem uma cultura bem definida que enfatize a igualdade, a lealdade, a confiança e a capacidade de adaptação, a estrutura horizontal não existe ou funciona. Por essa razão, o principal processo de integração de uma organização não hierárquica deve ser uma cultura bem fundamentada na qual os novos membros são iniciados. Isso requer um comprometimento de longo prazo e uma forte mentalidade de trabalho em equipe.

Gestão

A horizontalidade sugere que o funcionário tenha um controle efetivo sobre o negócio. Muitos esquemas de controle do empregado apareceram ao longo das décadas. Em última análise, uma organização não burocrática é baseada no consenso e na liberdade básica de discutir e desenvolver ideias alternativas. Sempre que alguma disciplina externa for necessária, ela pode ser criada pela pressão realizada pelos colegas para que "as coisas sejam feitas" ou de modo alternativo, ser apresentada por uma equipe de gestão eleita pelos trabalhadores ou membros da organização. Se houver um forte senso de controle e uma enfatização em "políticas e procedimentos," então o modelo de horizontalidade falhou e o ambiente burocrático foi restabelecido. Assim, sem uma cultura "democrática" evidente dentro do local de trabalho, a horizontalidade não sobrevive.

Produto

Pode ser que a organização horizontal funcione quando concebida de acordo com o produto ao invés da função. Em todos os casos, é a cultura que integra e coordena o grupo. No entanto, concentrar-se em um produto específico pode servir de base para essa cultura. Se um grupo de trabalhadores for contratado para lidar com todos os aspectos do desenvolvimento, criação e distribuição de um produto, então essa característica serve como base para a horizontalidade. O produto em si torna-se a fonte de coordenação. Nesse caso, não há diferenciação entre os trabalhadores - cada um tem o direito e é encorajado a exercer sua influência sobre todos os aspectos do produto e de sua vida. A especialização não desaparece, mas não é considerada sinônimo de seu "território" de trabalho. Mais uma vez, a cultura é o foco. A horizontalidade centrada no produto deve ser integrada pelo conceito de abertura - nenhum trabalhador pode considerar "seu território" sua especialidade. O objeto da coordenação é o produto em todos os níveis de sua criação.

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