Desertos do hemisfério sul

Escrito por david chandler | Traduzido por pamela oliveira
  • Compartilhar
  • Tweetar
  • Compartilhar
  • Pin
  • E-mail
Desertos do hemisfério sul
O Uluru é um destino comum dos turistas na região desértica da Austráia (ULURU image by Corina Herr from Fotolia.com)

A falta de precipitação devido a fatores climáticos caracteriza os desertos. Esses fatores incluem o ressecamento e a estabilização das turbulentas massas de ar tropicais úmidas conforme elas se elevam e migram para longe do equador produzindo uma região de ar estável e seco nas regiões tropicais. Outro fator de formação de desertos é a circulação de correntes oceânicas e das ressurgências que trazem a umidade do continente para o mar. O efeito sombra de chuva também promove a existência de desertos, pois o ar perde sua umidade durante a subida por uma montanha, sobrando apenas ar seco, o que leva a condições áridas do outro lado dela. Além disso continentes grandes resultam em condições áridas, pois o ar vai perdendo sua umidade conforme avança para o centro do continente sem poder recuperá-la de sua fonte primária, os oceanos. Os desertos do hemisfério sul estão em latitudes semelhantes e exemplificam esses efeitos.

Outras pessoas estão lendo

Austrália

Mais de três quartos da ilha continente da Austrália recebe menos de 600 mm de precipitação por ano e metade dela recebe menos de 300 mm. Grande parte do oeste e do centro da Austrália é uma coleção de desertos, sendo os maiores os desertos Great Victoria, Great Sandy, Tanami, Simpson e Gibson, cada um cobrindo uma área de 155000 a 337000 quilômetros quadrados. Esses desertos são formados principalmente pela grande extensão da Austrália o que gera massas de ar empobrecidas em umidade. Tanto o emu quanto o canguru vermelho, símbolos da Austrália, vivem nessas regiões assim como wallabies e bilbies. O Uluru, uma cúpula de arenito que é, talvez, o marco natural mais famoso da Austrália se encontra nessa região.

África

O deserto da Namíbia apresenta grandes dunas de areia que se estendem para dentro do continente a partir da costa sudoeste da África. A ressurgência marítima contribui para a formação desse deserto além de fazer com que a costa dessa região seja envolta em neblina. Os seres vivos tiveram 55 milhões de anos para se adaptarem ao que pode ser o mais antigo deserto da Terra. Um grande número de répteis ocupa essas dunas. Alguns mamíferos de pastagem também são encontrados nessa região como o órix e a gazela, que são, por sua vez, caçados pelas chitas e hienas. Uma planta notável dessa região é a welwitschia, que cresce ao longo dos leitos de cascalho que coletam e armazenam a água das esporádicas chuvas abaixo da superfície. Essas plantas possuem duas folhas que mantêm por toda vida, algo notável se for considerado que a mais velha dessas gimnospermas tem estimados 2500 anos.

América do Sul

Uma faixa de terra de 970 km entre os Andes e o Oceano Pacífico conhecida por Atacama está entre as regiões mais secas do planeta. A umidade que chega a esse deserto é tão baixa que a taxa de precipitação ainda não foi calculada em algumas áreas e em outras chega a ser menor do que 1 cm por ano. A pesar de parecer inóspito, mais de um milhão de pessoas vivem por esse deserto e o terreno rochoso, que parece ser de outro mundo, foi usado como ambiente de teste para exploradores espaciais. O ar límpido e árido desse deserto fez com que ele se tornasse o lar de diversas instalações de telescópios operadas pela Organização Europeia de Pesquisas Astronômicas no Hemisfério Sul.

Antártica

Apesar de ser extremamente seca e ter uma precipitação muito baixa pela maior parte do continente, a Antártica é considerada um região de tundra e não um deserto. Muitos desertos apresentam temperaturas congelantes, a Antártica possui um subsolo permanentemente congelado que a distingue dos desertos. Embora uma grossa camada de gelo esteja acumulada no continente, ele tem uma precipitação de menos de 50 mm por ano fazendo dele um dos lugares mais secos da Terra. Combinada com fortes ventos, longos períodos de escuridão e prolongadas temperaturas baixas, a Antártica é um dos ambientes mais extremos do planeta, mas animais e até mesmo algumas plantas e algas conseguiram encontrar um nicho nessa região.

Não perca

Filtro:
  • Geral
  • Artigos
  • Slides
  • Vídeos
Mostrar:
  • Mais relevantes
  • Mais lidos
  • Mais recentes

Nenhum artigo disponível

Nenhum slide disponível

Nenhum vídeo disponível