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Como escrever uma narrativa crítica

Atualizado em 17 abril, 2017

Contar histórias está presente em todas as culturas. É uma das maneiras pelas quais os humanos tentam relatar suas próprias histórias e as de outros. Também é a maneira pela qual um comunicador ensina e reforça os significados das coisas que diz. A narrativa crítica analisa as histórias explicando os seus componentes e interpretando possíveis significados. Essas críticas podem ser aplicadas a todos os tipos de histórias e ajudam as pessoas a entenderem melhor o que o autor está tentando transmitir.

Instruções

Contar histórias é uma arte em muitas culturas e a narrativa crítica faz parte dela (Brand X Pictures/Brand X Pictures/Getty Images)
  1. Concentre-se nas ações dos personagens. As críticas narrativas definem-se pelos personagens. As ações dos personagens os faz parecer unidimensionais? Os personagens são bem pensados, com muitas variantes de emoções humanas? O escritor ou orador criou um personagem não humano, de modo que o leitor pode perder o interesse por suas ações? Estas são algumas das perguntas que precisam ser respondidas sobre o personagem da narrativa. O objetivo é verificar a perspectiva do escritor e o objetivo que tinha mente durante a criação do personagem.

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  2. Desenvolva uma perspectiva sobre a causalidade na narrativa. A história possui uma cadeia de eventos que se seguem naturalmente, como peças de dominó desmoronando? Se houver uma falta de causalidade, examine isso também. Se acontecerem coisas na história sem motivo aparente, argumente sobre por que isso é ou não é relevante em uma análise da narrativa. Escrever uma crítica narrativa significa tentar descobrir por que as coisas acontecem na história. É também uma oportunidade para analisar e detalhar o significado de toda a história.

  3. Analise o público para o qual a narrativa se destina. As histórias podem ter mais significado quando está claro para quem elas foram direcionadas. Discursos políticos costumam incluir narrativas direcionadas a públicos específicos. O significado de uma história fica mais evidente quando é óbvio que o autor queria que a história ressoasse, por exemplo, entre as pessoas nascidas entre 1945 e 1964. A análise de público também pode oferecer uma visão sobre a percepção do autor sobre sua plateia. Se o autor escreve uma história muito emocional, por exemplo, poderá ver o seu público-alvo como mais emocional e menos racional em seu modo de pensar.

  4. Decifre o uso de ferramentas como a ironia. É comum as histórias entreterem em vários níveis devido ao uso de ferramentas como essa. Personagens de desenho, por exemplo, podem contar histórias das quais as crianças gostam enquanto simultaneamente entretêm os pais.

  5. Organize a crítica em componentes lógicos. Isso resulta de como a história é contada e do que faz sentido. Às vezes, abordar a história cronologicamente pode funcionar enquanto, outras vezes, faz mais sentido dividir a crítica em seções separadas que tratem dos personagens, ideias de causalidade e público. Fundamentalmente, isso resulta da preferência e habilidade do escritor.

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Referências

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