Famílias africanas e máscaras de madeira no começo dos anos 1900

Escrito por crystal finlay | Traduzido por marcelo varella
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Famílias africanas e máscaras de madeira no começo dos anos 1900
Estes são exemplos de máscaras de madeira africanas. (Hemera Technologies/PhotoObjects.net/Getty Images)

A tradição africana é caracterizada por uma devota reverência pelos ancestrais, que é frequentemente expressada através de cerimônias nas quais máscaras de madeira são utilizadas. Entretanto, durante o começo dos anos 1900, muitas culturas africanas mudaram drasticamente devido à colonização europeia organizada na Conferência de Berlim de 1884-85.

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Parentesco e clã no começo dos anos 1900

O termo "Bantu" é usado pra generalizar de 300 a 600 grupos étnicos na África e abrange as porções central e sul do continente. Em basicamente todos estes grupos, todas as irmãs da mãe eram chamadas de "mãe", todos os irmãos do pai eram chamados de "pai" e todas as crianças referiam-se umas às outras como irmãos e irmãs. Dentre muitos destes grupos, o clã é conectado por quatro fatores, incluindo uma batida de tambor bem específica usada durante as cerimônias, dois totens animais, nomes e observâncias relacionadas à gravidez, parto, o processo de nomeação das crianças e vários ritos de passagem e rituais.

Famílias africanas e máscaras de madeira no começo dos anos 1900
Máscara de madeira. (Hemera Technologies/PhotoObjects.net/Getty Images)

Poligamia no começo dos anos 1900

Apesar de a prática ter entrado em declínio no começo dos anos 1900, a poligamia, prática de casamento com mais de uma pessoa, era predominante em muitas regiões da África desde tempos remotos até o presente. Na maioria dos grupos, um homem podia ter mais de uma esposa (apesar de existirem tribos em que mulheres podiam ter mais de um marido). Baseado nesse sistema, um homem paga ao pai da mulher o "preço da noiva" que pode ir de dinheiro à colheita em troca da mão da mulher em casamento. Do homem é esperado que sustente a esposa e todas as crianças concebidas durante o casamento. Apesar de a maioria do mundo ocidental fazer cara feia para isso, os defensores da prática dizem que a poligamia ajuda a assegurar que todas as crianças tem pelo menos um pai e múltiplas mães presentes e elimina a epidemia do "pai ausente" que assola muitas outras culturas. Na medida em que o contato com europeus cresceu durante os anos 1900, a prática diminuiu.

Famílias africanas e máscaras de madeira no começo dos anos 1900
Tribos africanas e suas tradições. (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

Reverência aos ancestrais.

Uma característica que destaca muitas estruturas familiares da África é a reverência aos ancestrais e aos espíritos de seus predecessores. Uma visão africana comum é a de que uma vez que a pessoa morre, seu espírito continua em uma jornada semelhante à vida e que os vivos têm acesso a estes guias espirituais através de várias cerimônias ou rituais.

Famílias africanas e máscaras de madeira no começo dos anos 1900
Rituais africanos invocam ancestrais. (Ablestock.com/AbleStock.com/Getty Images)

O uso de máscaras de madeira.

As máscaras de madeira são usadas em cerimônias e na arte africana para representar muitas coisas, incluindo os espíritos dos mortos, reverência aos animais, fertilidade, cerimônias de colheita e ritos de passagem. O povo Nuna de Burkina Faso constrói máscaras de madeira, que representam animais, que as pessoas usam para dançar em funerais, durante dias de mercado ou em iniciações. O povo Bwa da Costa do Marfim usa máscaras de tábuas chamadas de Nwantantay, que representam os espíritos voadores da selva. Acredita-se que estes espíritos abençoam as famílias dos donos das máscaras. O povo Chokwe de Zaire e Angola se apresenta em vilas com máscaras Mwana Pwo durante o período de iniciação. Mwana Pwo quer dizer "mulher jovem" e representa a morte na idade jovem como uma alegoria para renascimento durante a iniciação.

Famílias africanas e máscaras de madeira no começo dos anos 1900
Rituais com máscaras acontecem em todo o continente. (Photodisc/Photodisc/Getty Images)

Mudanças na cultura africana durante o começo dos anos 1900.

Muitos dos costumes tradicionais das culturas africanas foram desencorajados durante o começo dos anos 1900, na medida em que a influência da colonização europeia crescia. Durante as Conferências de Berlim, os países europeus decidiram que países africanos eles iriam controlar. Por exemplo, a Bélgica reivindicou o Congo, Portugal pegou Angola e Moçambique, a Itália pegou a Líbia e a Inglaterra reivindicou a África do Sul. Enquanto as nações colonizadoras forçaram sua língua e cultura em suas colônias, muitas tradições africanas desapareceram ou tornaram-se secundárias.

Famílias africanas e máscaras de madeira no começo dos anos 1900
Cultura africana virou secundária. (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

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