Ludoterapia para crianças com sintomas de Transtorno do Déficit de Atenção

Escrito por sarah smenyak | Traduzido por débora sousa
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Ludoterapia para crianças com sintomas de Transtorno do Déficit de Atenção
A ludoterapia pode ser essencial no tratamento do TDAH (Jupiterimages/Goodshoot/Getty Images)

TDAH ou Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade é um distúrbio comumente diagnosticado em que os principais sintomas são a incapacidade de prestar atenção, esquecimento e incapacidade de ficar parado ou se concentrar em uma tarefa por um longo período de tempo. A ludoterapia pode ser um componente de tratamento desse problema.

Essa terapia é geralmente usada com crianças com idades entre três e onze e centra-se na consciência através do jogo, em vez da típica terapia adulta de conversação.

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Brincadeira participativa

De acordo com um artigo de Enrico Gnaulati, doutor em psicologia clínica, na edição de dezembro de 2008 da revista Play Therapy, deixar a criança iniciar o jogo é importante, mas, para fazer incursões na confiança e permitir que a criança com TDAH sinta altos e baixos de emoção, o terapeuta deve participar do jogo e permitir que ele tenha um alto nível de atividade. Muitos profissionais começaram a ver o TDAH como um transtorno social. Um jogo ativo permite que as crianças compitam e se revezam, fotografem e trabalhem seu déficit social em um ambiente seguro e confiante.

Ludoterapia centrada na criança

A maioria das crianças com idade inferior a dez anos se comunica naturalmente através do jogo. As crianças não respondem às interações verbais e não-verbais com os adultos, mas, na ludoterapia centrada na criança, os adultos respondem à escolha de jogo delas para ajudar na compreensão comunicacional e sensibilizá-las para o comportamento e as emoções, trazendo um significado maior para o jogo.

Ludoterapia estruturada

A ludoterapia estruturada utiliza atividades específicas ou uma escolha para alcançar determinados objetivos da terapia. Com as crianças com TDAH, alguns desses objetivos terapêuticos incluem o aumento do tempo na realização da tarefa, no seguimento das instruções, no revezamento e no enfoque para a retenção da memória.

Autorregulação

Muitas vezes, as crianças com TDAH não têm a capacidade de se autorregular. Elas não têm habilidade nas áreas de controle do seu foco e emoções. Quando essas crianças experimentam um alto nível de emoção, muitas vezes é difícil para elas regular o seu nível emocional de volta a um nível funcional. De acordo com Laura Andrucki Izzo, psicoterapeuta e diretora do FOCUS Center em Englewood, Nova Jersey, o jogo é o principal meio pelo qual as crianças aprendem, e os "benefícios da ludoterapia incluem oportunidades para aprender uma autorregulação emocional e física. Um bom ludoterapeuta deve sempre servir de modelo e oferecer às crianças uma variedade de experiências sensoriais, bem como atividades físicas e treinamento em técnicas de relaxamento".

A relação terapêutica

Criar uma relação terapêutica positiva com a criança é essencial para ajudar a efetuar a conscientização e mudança. As conexões entre o terapeuta e a criança podem ajudá-la a sentir-se segura e a confiar na sua proposta de jogo. Um senso de humor e uma atitude de carinho e cordialidade pode criar um ambiente em que a criança se torne disposta a aceitar a direção e a trabalhar sobre os objetivos terapêuticos.

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