Por que não se pode matar animais em extinção

Escrito por pedro santos
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Por que não se pode matar animais em extinção
O mico-leão-dourado é uma das espécies ameaçadas de extinção (Anup Shah/Digital Vision/Getty Images)

O desaparecimento de espécies inteiras de animais é um dos problemas mais graves do mundo moderno. A demanda global por matéria prima, produtos de consumo e fontes de energia contribuiu para a destruição de habitats de diversas espécies. No Brasil, por exemplo, o desmatamento da Mata Atlântica e parte da Amazônia, contribuíram para a redução da população de espécies como o mico-leão-dourado e a arara-azul. De acordo com pesquisa realizada pelo Ministério do Meio Ambiente, existem mais de 627 animais em extinção no Brasil. Entenda por que é preciso preservar os animais em risco e saiba o que você pode fazer para protegê-los.

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Preservação da biodiversidade

Quando uma espécie é dizimada, ocorre um grande desequilíbrio na cadeia alimentar. O chamado efeito borboleta, analisado pela primeira vez nos anos 1960, afirma que o bater de asas de uma borboleta pode causar um tufão no outro lado do mundo. Essa teoria trata das interrelações da natureza. Quando uma espécie deixa de existir, o ciclo vital de outros animais é interrompido. Uma população de gavião que é extinta, por exemplo, faz com que aumente o número de cobras, que serviam de alimento para as aves. Os efeitos sobre outras populações de animais é imprevisível.

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A arara-azul está ameaçada (Tom Brakefield/Stockbyte/Getty Images)

Equilíbrio ambiental

As relações entre animais no mundo selvagem contribuem para manter o ecossistema equilibrado. Nesse sentido, a extinção pode representar uma tragédia para outras espécies e também para o ser humano. Um dos animais predadores brasileiros com grande risco de extinção é a onça-pintada. Os felinos atuam como animais reguladores na cadeia alimentar. Assim, eles são os responsáveis por manter estável a população de outras espécies, especialmente de suas presas. Em regiões onde a onça-pintada já foi extinta, como a bacia Amazônica e parte do Pantanal, observou-se uma explosão populacional de capivaras. Junto com o desequilíbrio ambiental, registrou-se também um aumento de doenças que afetam o ser humano, como a febre maculosa.

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A onça-pintada é outra espécie ameaçada de extinção (Chaloner Woods/Hulton Archive/Getty Images)

Razões éticas

É fato entre os biólogos que, quanto maior o número de animais extintos, maior o desequilíbrio provocado na Terra como um todo. Uma outra razão fundamental para não matarmos animais em extinção está amparada na ética animal. Esse conceito ganhou força especialmente a partir da década de 1970. O filósofo Peter Singer, maior divulgador da ética animal no mundo, publicou em 1975 o livro "Liberação Animal". Na obra, ele aborda o especismo, a atribuição de valores a seres de outras espécies. Nesse sentido, de acordo com Singer, o especismo é tão repugnante como o racismo.

Formas de agir

Todos podem combater o processo de extinção dos animais, mesmo estando fisicamente longe das áreas de risco. O primeiro passo é não comprar nenhum tipo de artesanato ou peças de vestuário cuja origem tenha sido a morte de animais silvestres. Historicamente, o consumo desses produtos contribuiu para a morte desses seres. Outra medida é jamais comprar nem vender animais silvestres, o que, pela legislação ambiental, é crime federal. Caso saiba de pessoas que mantêm animais em cativeiro, faça uma denúncia à Polícia Federal ou ao Ibama (pelo site www.ibama.gov.br).>

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