Moda das mulheres negras em 1920 nos Estados Unidos

Escrito por sarah mcleod | Traduzido por maria pereira
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Moda das mulheres negras em 1920 nos Estados Unidos
Vestidos frisados eram moda para as vocalistas de blues na década de 1920 (Ryan McVay/Lifesize/Getty Images)

As mulheres negras no sul dos Estados Unidos durante a década de 1920 participaram da história através da Grande Migração do sul para o norte em busca de trabalho e liberdade para viver com dignidade. Tal como acontece com todas as mulheres na história, as opções de roupas se diferenciavam de acordo com a classe posição social. As mulheres negras no sul dos Estados Unidos se vestiam mais conservadoras, pois muitas ficaram confinadas às posições que ocupavam. Aquelas que se aventuraram ao norte diversificaram seus guarda-roupas de acordo com o que podiam pagar e seus hobbies.

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Domésticas

Publicações sobre a Grande Migração confirmam que se as mulheres negras permanecessem no sul dos Estados Unidos ou acabassem em cidades do norte, a segregação racial e em locais de trabalho as levariam para o trabalho doméstico, na maioria das vezes. O filme de Steven Spielberg, "A cor púrpura", mostra roupas usadas por governantas e babás negras da época. Vestidos para mulheres mais magras tinham linhas retas com altura abaixo do joelho. Mulheres maiores usavam vestidos até os tornozelos, com saias largas. A maioria dos vestidos exibiam colares com uma fotografia, eram quadrados e abriam ao apertar um botão. As cinturas eram marcadas por cintos finos. Os tecidos eram, muitas vezes, os mais baratos e finos algodões ou flanelas, de cor sólida ou estampados com flores ou listras.

Profissionais da cidade

Embora menos de 30%, algumas mulheres ganhavam dinheiro fora de casa também, permitindo que fossem mais sociáveis, de acordo com a Enciclopédia de Chicago, do autor Margaret Walker. A fábrica Krolik de Detroit, a Companhia Buhl Malleable Iron, várias fábricas de cigarro e salas de cinemas contrataram mulheres negras. Os tecidos variavam entre seda, crepe da China, tafetá e cetim. As cores eram suaves e brilhantes, combinando com as meias. O comprimento era um pouco acima da canela, com faixas nas cinturas e bastante movimentado, contrariando os modelos mais simples. Os decotes eram em V e decorados com fitas e golas. Os calçados mais comuns eram os de salto baixo estilo Mary Janes e botas de amarrar.

A paroquiana

A posição social da mulher negra paroquiana foi caracterizada por seu chapéu. Poucas mulheres negras com mais de 30 anos frequentavam a igreja em 1920 sem usar o acessório. O chapéu tinha abas largas e decorado com uma simples fita. As mulheres mais ricas usavam os enfeitados com pérolas, flores e penas. Algumas usavam o modelo campânulas de dia. Os vestidos de igreja eram sempre conservadores, abaixo do joelho e elegantes, com saias rodadas ou pregadas. As negras também usavam luvas brancas com meia calça cor nude e bolsas no estilo clutch, que voltou à moda atualmente. Pérolas, sejam reais ou imitações, eram reservadas para o culto de domingo. Os sapatos eram fechados, pontudos e de salto baixo, com tiras formando um "T" no peito do pé.

Famosas

As cantoras, incluindo Ma Rainey, Bessie Smith, Ida Cox, Edythe Turnham e Josephine Baker, eram a personificação de liberdade durante os loucos anos 1920. Elas usavam roupas bizarras em suas performances para grandes públicos. As jovens mulheres negras queriam se parecer com as estrelas. Elas enfeitavam seus cabelos curtos com ondas suaves usando penas e brilhantes tiaras. Os vestidos sem manga foram encurtados. Além disso, também foram decorados com pérolas e strass.

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