As morais da literatura grega antiga

Escrito por samuel hamilton | Traduzido por jesse mourao
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As morais da literatura grega antiga
A literatura grega antiga é repleta de lições morais (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

Embora seja, geralmente, considerado um período literário de marcantes figuras e histórias cômicas e trágicas, a literatura grega foi, para os gregos antigos, uma fonte de guia moral. Há inúmeras regras e lições morais nas páginas da literatura grega. Muitas dessas lições estão inter-relacionadas, e algumas são contraditórias. Edith Hamilton, autora do extenso estudo sobre a mitologia antiga grega, intitulada "Mitologia", defende que há quatro posições ou tópicos morais principais na literatura grega.

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Destino

Talvez um dos conceitos morais mais difundidos na literatura grega antiga seja o de que as ações humanas estão sujeitas a um destino predeterminado. E a lição moral é que o que as pessoas fazem, tanto a elas mesmas quanto aos outros, já estava determinado antes mesmo de seu nascimento. Apesar de muitos filósofos contemporâneos defenderem que essa concepção sugere uma falta de culpabilidade moral (significando que as pessoas não podem ser responsabilizadas por suas ações, já que não possuem o controle das mesmas), os antigos gregos acreditavam que assim como as atitudes das pessoas eram predeterminadas, assim também o eram sua moral. Talvez o melhor exemplo disso seja a peça de Sófocles, Édipo Rei.

Karma

Embora não utilizassem o termo "karma", os gregos acreditavam que as ações de uma pessoa recaíam sobre ela mesma, fossem boas ou ruins. Isto é, se uma pessoa maltratasse alguém, ela também seria maltratada, de alguma forma, em algum momento de sua vida. Igualmente, se uma pessoa fosse boa ou generosa com alguém, ela seria beneficiada com bondade ou ajuda, no futuro. Um dos melhores exemplos disso é a peça Oréstia, de Ésquilo.

Orgulho

Orgulho excessivo ou hubris é uma crença individual em que uma pessoa acredita ser, de alguma forma, única e mais poderosa do que algum princípio maior que governa a vida, popularmente conhecido como destino. Todas as lições morais com respeito a hubris são bastante cautelosos, e resumem-se simplesmente a: não seja orgulhoso. No poema épico Odisseia, de Homero, Ulisses é um bom exemplo de um personagem que sofre com a hubris, pois acredita que não é sujeito às regras que governam as outras pessoas.

Honrar os deuses

Parecido com o princípio do Karma, os gregos antigos gostavam de honrar seus deuses, pois acreditavam que se os honrasse, eles iriam recompensá-los; caso contrário, coisas ruins poderiam acontecer. A história de Baucis e Filemon que cuidaram de Zeus e Hermes disfarçados; os quais, em troca, recompensam o casal e mataram todos os seus vizinhos, é um bom exemplo. Outros exemplos também são encontrados em Édipo, Oréstia e na Odisseia.

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