Nanotecnologia e síndrome de Morgellons

Escrito por jacquelyn jeanty | Traduzido por marina pastore
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Nanotecnologia e síndrome de Morgellons
A nanotecnologia lida com as menores partes da matéria (Alieness giselagiardino / flickr.com)

O campo da nanotecnologia é muito recente, e ainda há muito a ser descoberto sobre como os nanomateriais se comportam e que efeitos eles podem ter sobre os seres humanos e o meio ambiente. Distúrbios como a síndrome de Morgellons podem estar ligados a esta nova tecnologia.

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Nanotecnologia

A nanotecnologia é um campo das ciências aplicadas em que as menores unidades de matéria são manipuladas para criar novos materiais e processos. "Nano" representa uma unidade de medida na qual um nanômetro é igual a um bilionésimo de metro. Devido a seus tamanhos diminutos, os nanomateriais são muito mais fortes do que materiais de tamanho macro, e também têm propriedades químicas diferentes – geralmente mais fortes.

Síndrome de Morgellons

A síndrome de Morgellons é um distúrbio de pele em que fibras, manchas ou grânulos aparecem sem explicação na superfície da pele. Pessoas que sofrem deste distúrbio também relatam sensações de coceira, pontadas e ardência. A Morgellons Research Foundation (Fundação de Pesquisa de Morgellons) lista mais de 13 mil famílias que sofrem deste distúrbio nos Estados Unidos. Não se sabe muito sobre as causas desta doença. Inicialmente, os Centers for Disease Control (Centro de Controle de Doenças) rotularam-na como "parasitose ilusória", já que ela foi primeiramente considerada o resultado de um distúrbio mental. Porém, a alta incidência de sintomas físicos em casos relatados levou o CDC a reclassificar a síndrome de Morgellons como uma "dermopatia inexplicável".

Nanotecnologia e síndrome de Morgellons

Várias teorias relacionam a nanotecnologia à síndrome de Morgellons. Estudos epidemiológicos e de pesquisa identificaram as fibras negras que aparecem na pele como sendo feitas de nanomateriais. Em março de 2007, o toxicologista americano Dr. Hildegarde Staninger publicou um estudo muito divulgado no qual os pesquisadores coletaram amostras de materiais fibrosos de pacientes com síndrome de Morgellons. Os resultados revelaram que os materiais nas fibras eram nanocompósitos comumente usados em processos de bio-nano-fabricação.

Rastros químicos

A pulverização química é citada como um possível método de distribuição da síndrome de Morgellons ligado à nanotecnologia. Esta pulverização – também chamada de rastro químico – é supostamente dispersada por aviões a jato em altitudes elevadas. Um artigo de 7 de março de 2001 do USA Today cita diversos relatórios feitos nos Estados Unidos a respeito de trilhas incomuns de escapamento de aviões no céu. Declarações feitas por agências do governo foram caracterizadas como evasivas, negando que qualquer fenômeno deste tipo existisse. Grupos de ativistas que se opões a pesquisas de guerra bioquímica identificam as diversas aparições de rastros químicos como procedimentos de treino conduzidos por agências militares. Acredita-se que os nanocompósitos desempenhem um papel na produção de materiais para armas biológicas.

Aditivos alimentares

Desde agosto de 2006, a Food and Drug Administration (Administração de Alimentos e Medicamentos) dos Estados Unidos aprova o uso de um aditivo alimentar fabricado pelo processo de nano-engenharia para uso como conservante. O aditivo vem na forma de um bacteriófago, que é um vírus projetado para "comer" bactérias que crescem nos alimentos. Descobertas apresentadas por Staninger mostram que os materiais encontrados em casos de Morgellons são os mesmos usados na fabricação de bacteriófagos. Os ativistas da síndrome de Morgellons temem que produtos e alimentos fabricados com nano-engenharia possam ser a fonte desta doença.

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