Padrões de crescimento populacional em um ecossistema

Escrito por kasandra rose | Traduzido por raissa oliveira
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Padrões de crescimento populacional em um ecossistema
Há quatro padrões principais de crescimento populacional (Jupiterimages/Comstock/Getty Images)

Muitos fatores afetam o crescimento de uma população, e um desses fatores é a taxa de crescimento intrínseca a uma espécie. A diferença entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade de uma espécie, sem restrições ambientais, define sua taxa de crescimento. Dentro de um ecossistema, no entanto, a limitação de recursos e a predação também afetam o crescimento populacional. Existem quatro padrões principais de crescimento populacional: padrão J, limitado por recursos, sazonalmente flutuante e interação predador-presa .

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Crescimento padrão J

Uma população com recursos ilimitados, sem competição e sem predação exibe uma curva de crescimento populacional em forma de J, padrão também conhecido como crescimento exponencial. A população começa a crescer lentamente quando existem poucos indivíduos e, em seguida, sua taxa intrínseca de crescimento aumenta rapidamente. Essa taxa logo se torna quase vertical. Embora isso possa acontecer após um declínio populacional devido a incêndio ou doença, o padrão J de crescimento não ocorre com freqüência na maioria das macro espécies. Outra ocasião de ocorrência do crescimento exponencial é quando uma espécie se muda para um novo ambiente onde não há competição ou predação. O padrão de crescimento de uma espécie invasora, como a do besouro-verde e da carpa asiática, demonstra a curva em J de crescimento populacional. Normalmente, esse padrão de crescimento não pode ser mantido por muito tempo, pois acaba sendo limitado pela falta de recursos e competição.

Crescimento logístico

Populações limitadas por recursos ou competição têm padrões logísticos de crescimento. O crescimento da população começa lentamente e tem uma fase exponencial, semelhante à curva em J, mas essa precisa competir por recursos e acaba nunca atingindo sua taxa intrínseca de crescimento. A taxa de crescimento vai diminuindo gradualmente para um estado de equilíbrio quando o ambiente não suporta mais indivíduos de uma espécie. Este estado de equilíbrio é a capacidade de absorção do ambiente. Às vezes, a população ultrapassa a capacidade máxima, levando à rápida mortandade, geralmente devido à fome. A população cai abaixo da capacidade de absorção e depois lentamente se recupera. Essas oscilações de crescimento populacional podem continuar por algum tempo, especialmente se a própria capacidade de absorção do meio se modifica.

Padrões de crescimento controlados sazonalmente

Mudanças sazonais têm grandes efeitos sobre algumas espécies de vida curta, como diatomáceas e algas. Algumas espécies têm grandes surtos sazonais de crescimento. Uma vez libertadas das circunstâncias de predação, o crescimento das algas provoca sua proliferação. Outras espécies sofrem supressões populacionais sazonais com a chegada do frio. O tempo gelado provoca a mortandade da população de diatomáceas de lagos de água doce. Espécies de diatomáceas com rápidas taxas intrínsecas de crescimento inicialmente têm uma taxa de crescimento exponencial, mas diatomáceas de reprodução mais lenta acabam substituindo-as quando as temperaturas aumentam. Temperaturas mais frias no outono impedem que as diatomáceas de crescimento mais lento eliminem completamente a competição. Estes padrões de crescimento rápido de diatomáceas mostram uma ascensão à números altos, uma lenta queda de volta para números baixos, um aumento no crescimento populacional no outono, seguido pela mortandade no inverno. A capacidade de absorção do ecossistema está em constante fluxo para estes organismos.

Padrões de crescimento predador-presa

Um dos modelos de crescimento populacional mais estudados é aquele onde populações de predadores e presas oscilam juntos, e o crescimento populacional dos predadores sempre fica atrás do crescimento das presas. Este padrão de oscilação é o modelo de Lotka-Volterra. Nesses ecossistemas, o número de mortes causadas pela predação controla o crescimento da população presa, em vez da escassez de recursos. Após o declínio da população de presas, também cai a população de predadores; as presas então crescem exponencialmente até um rebote da população de predadores. Nestes modelos, doenças e parasitas atuam como predadores, porque eles aumentam a taxa de mortalidade das presas.

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