Planetas em volta de Sirius

Escrito por allison edrington | Traduzido por mariana silva gray
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Planetas em volta de Sirius
A luz emitida por estrelas bloqueia a visão de planetas distantes para os astrônomos (Goodshoot/Goodshoot/Getty Images)

Especulação e teorias têm circulado por décadas se planetas e formas de vidas alienígenas orbitam a estrela mais brilhante no céu da Terra, a Sirius A, também conhecida como a Estrela do Cão. Boa parte da controvérsia foi criada por Robert Temple no livro de 1976 "O mistério da Sirius" que alegava que algumas civilizações Africanas teriam entrado em contato com alienígenas centenas de anos atrás, mas céticos têm questionado a validade dessas alegações.

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Um estrela binária e sua companheira

A estrela Sirius A é uma estrela azul-branca e parte da constelação Cão Mario. É a estrela mais brilhante vista da Terra, razão pela qual sua companheira, a Sirius B, demorou tanto tempo para ser descoberta. A luminosidade da Sirius A impediu que os astrônomos vissem a outra estrela até 1862, quando o fabricante de telescópios americano Alvan Clark criou um equipamento grande o bastante para tal feito. A Sirius B foi a primeira estrela branca anã a ser descoberta. Uma estrela branca anã é parte de uma classe de estrelas fracas, o que significa, no caso de estrelas de massa média ou baixa, que elas estão no final de sua evolução. As duas estrelas giram juntas com uma separação média de aproximadamente 20 vezes a distância entre a Terra e o sol.

"O mistério da Sirius"

No livro "O mistério de Sirius", Robert Temple teorizou que habitantes anfíbios de um planeta orbitando a Sirius visitou a tribo Dogon de Mali e os egípcios antigos. Muito disso foi baseado na sabedoria relatada que esses grupos tinham da estrela, assim como a sabedoria relatada de Dogon sobre sua estrela companheira, a Sirius B.

Dogons de Mali e a Sirius

Robert Temple usou informações coletadas por dois antropologistas franceses, Marcel Griaule e Germaine Dieterlen, que estudaram os Dogon. De acordo com um artigo de 1991, "The Dogon Revisited", pelo professor de ciências Bernard R. Ortiz de Montellano, as alegações de que os Dogons sabiam do planeta por mais de 700 anos foram arbitrariamente determinadas pelos dois antropologistas franceses, que tinham "uma intenção declara de redimir o pensamento africano". Outros antropologistas que têm, desde então, estudado a cultura, não conseguiram apreender os mesmos dados como Griaule e Dieterlen. Alguns teorizaram que a sabedoria de Dogon era um resultado do contato com pessoas do Oeste.

A probabiliadde de Sirius ter planetas com vida

Mesmo com os grandes telescópios de hoje em dia, planetas em potencial em volta de estrelas distantes não são visíveis pois eles não emitem luz; a luminosidade de sua estrela também os bloqueia de uma potencial visão. De acordo com a análise de 1987 do astrônomo Ian Ridpath em "Investigating the Sirius Mystery", nem a Sirius A ou a B são candidatas para suportarem vida. A Sirius B teria "tostado" quaisquer dos planetas próximos durante seu estágio de vermelha gigante aproximadamente 30 milhões de anos atrás, de acordo com Ridpath. Ela agora emite raios-X suaves que também fazem com que seja improvável a vida em qualquer planeta nas proximidade. Quaisquer planetas na zona habitável em volta da Sirius onde a água seria líquida, também seriam instáveis, diz Ridpath. Astrônomos de rádio não detectaram sinais artificiais vindo do sistema Sirius.

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