As primeiras mós agrícolas

Escrito por elise moore | Traduzido por jesse mourao
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As primeiras mós agrícolas
As mós utilizadas na agricultura variam de pedras de mão a enormes mós (Stanage Edge image by harvey wood from Fotolia.com)

As mós eram um tipo de pedra usada na agricultura antiga para produzir manualmente a farinha, e evoluiu juntamente com o desenvolvimento de diferentes tipos de moinhos. De moinhos manuais àqueles movidos a água, vento ou vapor, as mós permaneceram uma ferramenta essencial até o final do século 19, quando foram desenvolvidos moinhos que utilizavam rolos de metal para moer grãos.

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Propósito

O pão feito com farinha tem sido o alimento básico da dieta humana desde o início da humanidade, de acordo com o livro "The History of Grinding" (A história da moagem, em tradução livre). Para fazer a farinha, os grãos de trigo são moídos para separar o endosperma, tecido nutritivo, do farelo de trigo; em seguida o endosperma é moído para fazer farinha. A moagem também é utilizada para a redução do tamanho de outros tipos de cereais, tais como o milho para a produção de alimentos.

Pedras manuais

As pedras utilizadas na moagem manual incluíam prensas e pilões ou recipientes em forma de taça, e ferramentas de moagem em forma de morcego, respectivamente, introduzidas por volta de 6000 a.C.. Mais tarde, os moinhos de pedra, que surgiram primeiramente na Caldeia, começaram a ser usados. Eles consistiam de pequenas pedras com faces lisas que eram esfregadas em lajes de pedras mais largas levemente esburacadas. O contato constante entre as pedras permitia a produção de partículas muito finas, de acordo com "The History of Grinding".

Desenvolvimento

Os moinhos manuais rotativos, inventados por volta de 600 a.C., tinham uma pedra inferior fixa e uma pedra superior que girava em um pino, mantendo as superfícies móveis e fixas afastadas uma da outra, podendo ser operados manualmente com uma manivela. Máquinas cada vez maiores com maiores capacidades de produção foram construídas ao longo do tempo. Nos grandes moinhos comerciais em Pompeia, os homens giravam a pedra superior empurrando travões inseridos em ranhuras. Posteriormente, animais começaram a ser usados como fonte de energia.

Pedras de moinho

"Pedras de moinho" referem-se às pedras usadas na moagem manual, muito utilizadas pelos colonos norte-americanos durante os séculos 18 e 19. Estes moinhos utilizavam uma pedra cilíndrica que girava ao longo de outra pedra ligeiramente côncava. Elas também foram utilizados por colonos canadenses, e o trabalho cansativo da moagem de grãos manual foi facilitado pela construção de moinhos de grão de malte, quando muita gente se mudou para a área. As enormes pedras redondas e achatadas usadas ​​nesses moinhos ficaram conhecidas como mós, que operavam da mesma forma que as pedras em um moinho manual, de acordo com a publicação "Grist for the Mil" (Grão para o moinho, em tradução livre), da City of Waterloo Heritage Resources.

Características

A pedra inferior fixa de um par de mós era chamada de "bedstone" (algo como pedra de baixo), enquanto a pedra móvel superior era chamada de "runner" (corredora). A distância entre as duas pedras dependia do tipo de grão a ser moído, tais como milho, centeio ou trigo, e o moleiro tinha que certificar-se de que as pedras não se tocariam, ou a farinha iria estragar ou até mesmo pegar fogo. As ranhuras, chamadas "furrows" (sulcos), cortadas nas pedras descascavam o grão e permitiam o escape da farinha moída e do ar para resfriar as pedras. As mós de granito comum ou arenito variavam em tamanho de 1 a 2 m de diâmetro e pesavam até uma tonelada, de acordo com o artigo "The Grist Milling Proces" (O processo de moagem do grão, em tradução livre) da universidade norte-americana Penn State.

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