Problemas de saúde causados pela poluição do solo

Escrito por jennifer alyson | Traduzido por eduardo levy
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Problemas de saúde causados pela poluição do solo
A poluição do solo pelo plástico e outros produtos pode afetar a saúde humana (Jupiterimages/Creatas/Getty Images)

Das embalagens plásticas ao papel de impressora, a maioria dos produtos domésticos contêm compostos químicos sintéticos. O corpo humano suporta a exposição a eles em doses moderadas. Mas quando embalagens de plástico, pneus, placas de computadores e outros itens se acumulam em massa no campo ou nos aterros sanitários, grandes doses de produtos químicos sintéticos podem ir parar nos solos vizinhos, poluindo-os e afetando as águas subterrâneas e as plantações de alimentos. Além disso, os pesticidas, o esgoto e a mineração são outras fontes de poluição do solo que levantam uma série de preocupações com a saúde.

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Câncer

As benzinas, que se encontram no plástico, em embalagens de espuma e no papel de impressora causam tumores no cérebro, no fígado, no estômago e nos pulmões, além de leucemia. Os pesticidas que lixiviam o solo e afetam as águas subterrâneas, as frutas e os vegetais podem contribuir para o desenvolvimento do câncer de mama. Solventes de limpeza sintéticos contêm produtos químicos ligados aos cânceres de fígados, pulmões e rins. Pneus, embalagens de comida e pesticidas que contêm nitrosaminas também podem causar câncer, assim como embalagens de plástico e materiais de empacotamento com cloreto de vinilo, um produto químico que pode estar por trás de alguns tumores no fígado, no cérebro e nos pulmões.

Malformações fetais

Os ftalatos das embalagens plásticas têm causado toxidade nos fetos de animais de laboratório, particularmente nos pulmões. As dioxinas, usadas nos pesticidas e até pouco tempo empregadas nas estradas rurais para reduzir a poeira carregada pelo ar, geraram mutações genéticas e fetais em animais de laboratório. Altas doses de etanol, um produto do álcool encontrado em certas colas, podem causar problemas fetais e atrasos de desenvolvimento. Os bifenilos policlorados, presentes em tapetes, roupas e sofás resistentes ao fogo podem prejudicar o DNA e forçar a morte fetal. Solventes industriais em tintas e colas foram relacionados a malformações de nascença do cérebro e do esqueleto.

Sistema nervoso central

A poeira de operações de mineração antigas e do lixo dos aterros sanitários pode causar retardo mental se inalada em quantidades significativas. Vários produtos químicos industriais comuns também podem causar danos ao cérebro e aos nervos periféricos, com sintomas que incluem mudanças comportamentais, dores de cabeça, náusea, perda de memória, problemas de transmissão nervosa, cegueira, tremores e perda de controle da coordenação motora fina. A exposição à acetona, encontrada em adesivos, e ao carbono dissulfeto, presente em colas e tintas, pode causar sintomas neurológicos, assim como o metanol, ingrediente do cimento e das tintas de caneta.

Problemas no fígado e nos rins

A exposição intensa ao metal pesado cádmio, usado para tratar resíduos de operações industriais e mineração, pode levar à disfunção do fígado e dos rins e a problemas digestivos, inclusive diarreia. Além disso, danos ao fígado, aos rins e à habilidade de produzir enzimas digestivas podem ocorrer como resultado de exposição a grandes quantidades de clorofórmio em solventes e exposição pesada ao etanol pode levar ao desenvolvimento de cirrose. Em grandes quantidades, o estireno, presente no isopor, pode afetar a produção de enzimas hepáticas.

Reações imunológicas

Uma gama de poluentes pode gerar respostas imunológicas. Exposição a resinas sintéticas do papel de impressão gera urticárias, coceiras, asma, peito cheio e tosse. Reações alérgicas também foram observadas como consequência de grandes quantidades de produtos químicos que amolecem o plástico em embalagens de comida, e de formaldeído, presente em isopores, placas de computador e tecidos. Compostos em tecidos resistentes a chamas e em fungicidas podem suprimir o sistema imunológico. A hidrazina, contida nos herbicidas, pesticidas, plásticos e produtos têxteis foi relacionada à doença autoimune lúpus eritematoso.

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