Propriedades balísticas das balas de borracha

Escrito por stanley goff | Traduzido por bruno laget
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Propriedades balísticas das balas de borracha
A polícia usa balas de borracha para flexibilidade de resposta durante desordens civis (Milos Bicanski/Getty Images News/Getty Images)

Balística é o estudo dos projéteis de alta velocidade, especialmente os associados a armas de fogo. Balas de borracha - ou mais precisamente, balas revestidas de borracha - foram difundidas pelas agências de segurança e pelos usuários militares como munição "menos letal", projetada para dar aos usuários uma maior flexibilidade de resposta entre cassetetes e munições de arma de fogo padrão. A maior parte do estudo de balística dessa munição foi do tipo terminal - isto é, como o artefato se comporta quando em contato com um alvo (humano).

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Intenção e impactos

Balas de borracha não são realmente feitas de borracha apenas. Elas são projéteis de metal revestidos por borracha que são disparados com uma carga explosiva menor do que a munição padrão. Seu uso foi pesquisado e difundido para a forma atual, principalmente por parte de países envolvidos em ocupações militares, especialmente os israelenses, nos territórios palestinos, e os britânicos, na Irlanda do Norte. Anunciada originalmente como munição "não-letal", o termo foi alterado para "menos-que-letal" ou "menos letal" depois de muitas pessoas terem morrido por ferimentos causados pela bala de borracha. O emprego adequado da munição exige que seja disparada em áreas abaixo da cintura, e tiros na cabeça são os responsáveis pela maior parte das mortes. As várias munições também são feitas para serem disparadas em distâncias entre 7 m e 20 m, dependendo do modelo.

O Dilema de Goldilock - perto demais ou longe demais

Balas de borracha são projetadas com borracha macia na parte da frente e uma borracha mais dura na parte traseira. Os intervalos mínimos recomendados objetivam permitir que as balas percam velocidade antes do impacto. No entanto, um problema de balística encontrado pelos projéteis é que depois de uma curta distância, os efeitos estabilizadores de estrias - se um rifle tiver sido usado - decaem e a bala começa a cair, o que faz com que a munição impacte o alvo sem a cobertura da frente. O efeito de queda também afeta a trajetória do projétil de maneiras imprevisíveis, causando maior imprecisão, com os riscos inerentes de um impacto letal ou até mesmo bater em um alvo involuntário.

Imprevisibilidade

Os estudos médicos publicados pelo "The Lancet" e pelo Ramban Medical Center, em Israel, concluíram que as balas de borracha podem ricochetear, quebrando ossos, rompendo artérias e penetrando a cabeça, o peito ou o abdômen. Em alguns casos, o revestimento de borracha rompe no momento do impacto, e o núcleo de metal, em seguida, penetra o corpo. As variáveis ​​dinâmicas humanas que influenciam qualquer situação em que são empregadas balas de borracha levaram os pesquisadores a concluir que não há nenhuma maneira de garantir a não letalidade no emprego de balas de borracha, embora haja uma probabilidade significativamente menor de fatalidade em comparação ao uso de munição normal.

A pesquisa continua

Estudos balísticos de variações existentes de balas de borracha levaram os projetistas a buscar continuamente melhorias nesses artefatos. O movimento tem sido se afastar de rifles e direcionar as pesquisas a espingardas, com canos maiores e a capacidade de atirar projéteis do tipo "bean-bag" (um tipo de cartucho não-letal) usando cargas de menor velocidade, que reduzem a probabilidade de penetração, e ainda a criação de bastante dor e incapacidade temporária para permitir à polícia deter o alvo com o mínimo de risco para si mesmos. Estas munições têm um alcance reduzido de forma significativa, de maneira que só podem ser usadas quando a polícia já está a grande proximidade de seus alvos.

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