O que é psicologia humanista?

Escrito por sheila buck | Traduzido por diego feijo cabral silva
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O que é psicologia humanista?
A psicologia humanista considera a pessoa como um todo (Hemera Technologies/PhotoObjects.net/Getty Images)

A psicologia humanista analisa a pessoa como um todo, como alguém que é único, tem responsabilidades e faz suas próprias escolhas. Os psicólogos humanistas acreditam também que uma pessoa busca criatividade, sentido e valor, e utilizam uma abordagem terapêutica, que focaliza a maneira pela qual os comportamentos de uma pessoa se relacionam com os seus sentimentos íntimos e afetam a sua autoimagem.

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História

No final da década de 1950, Abraham Maslow, Carl Rogers e outros psicólogos desejavam uma abordagem humanista à psicologia. Eles não acreditavam que o comportamento humano fosse baseado no condicionamento ou na mente consciente e inconsciente. Acreditavam que a pessoa como um todo — incluindo a saúde, a criatividade e a individualidade — causava os comportamentos humanos. No início da década de 1960, publicaram o primeiro "Journal of Humanistic Psychology" (Revista de Psicologia Humanista), seguido da formação da Association for Humanistic Psychology (Associação de Psicologia Humanista), em 1963.

Pontos fortes

O ponto forte da psicologia humanista é o fato dela não reduzir a pessoa em componentes do todo, tais como genes, a mente inconsciente e comportamentos observáveis. Essa terapia é individualizada para cada pessoa buscando ajuda; por exemplo, o cliente que desejar ouvir música suave durante a sessão terá a permissão do terapeuta. O cliente geralmente decide quais os assuntos deseja abordar nas sessões e os passos necessários para atingir seus objetivos. O site SimplyPsychology.org explica que essa abordagem permite que o cliente tenha uma compreensão autêntica das razões de seu comportamento.

Fraquezas

A abordagem humanista carece de tratamentos específicos para os problemas de uma pessoa e, portanto, não funciona muito bem nos indivíduos diagnosticados com esquizofrenia ou outras doenças mentais graves, segundo o site Abraham-Maslow.com. As teorias utilizadas na psicologia humanista podem não ser apropriadas para todos os clientes. Essa abordagem ignora também a mente inconsciente, que parece desempenhar um importante papel nas teorias de outros campos da psicologia.

Terapia centrada no cliente

Carl Rogers desenvolveu a terapia centrada no cliente com base na teoria de que todos os seres humanos lutam para alcançar o seu potencial. Ele acreditava que a saúde mental era um processo de desenvolvimento psicológico e que uma perturbação mental era um desvio no processo de crescimento. Os terapeutas centrados no cliente buscam a empatia, colocam a pessoa em primeiro lugar e tentam ajudar os seus clientes a alcançar a autorrealização — a conquista de todo o seu potencial.

Hierarquia de necessidades

Na década de 1940, Abraham Maslow desenvolveu a hierarquia de necessidades — quatro níveis de necessidades que uma pessoa precisa obter antes de poder chegar à autorrealização. As necessidades fisiológicas da pessoa, incluindo alimentação, hidratação e sono, tinham que ser atendidas antes que ela pudesse avançar para alcançar as necessidades de segurança, que incluem abrigo, propriedade e emprego. Depois disso, precisa obter o amor e o sentimento de inclusão, que exigem a presença da família e de amigos, antes de alcançar a estima dela e dos outros. Ao satisfazer todas essas necessidades, ela finalmente chegará à autorrealização.

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