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Quais eram os instrumentos de navegação utilizados em 1400?

Atualizado em 17 abril, 2017

Os anos 1400 foram uma época de muita exploração, especialmente pelos europeus, com suas viagens para as Américas, a Ásia, África e o Oceano Pacífico. Política, economia e religião eram as forças por trás dessas aventuras, que resultaram em novos postos de comércio, conquistas estrangeiras e o desenvolvimento de impérios, como Espanha e Portugal. Os exploradores precisavam de uma orientação melhor do que o sol e a Estrela Polar nestas longas viagens no além-mar e procuraram precisão ao navegar por meio dos instrumentos de navegação.

Nas explorações e longas viagens dos anos 1400, era necessário que os marinheiros utilizassem instrumentos de navegação (Goodshoot/Goodshoot/Getty Images)

A bússola

Durante a Idade Média, perder-se no mar geralmente resultava em tragédia, já que os marinheiros ficavam sem provisões antes de chegar em terra firme. Céus nublados e a Estrela Polar poderiam fazer com que até navegadores mais experientes, como Cristóvão Colombo, se perdessem e ficassem à deriva. A bússola se tornou um dos mais importantes instrumentos de navegação. Alguns acreditavam que sua agulha possuía poderes que vinham da magia negra e do próprio diabo, mas a superstição não impediu a bússola de ser usada extensivamente por esses marinheiros, que navegavam por águas desconhecidas.

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Astrolábios e quadrantes

Estas ferramentas permitiam que os marinheiros calculassem a sua posição latitudinal, que é a distância norte ou sul do Equador. O astrolábio circular era um instrumento grande, com dois buracos para visualização e um ponteiro que se mexia no centro. O ponteiro ficava paralelo ao horizonte quando o instrumento era direcionado à Estrela Polar. Os marinheiros podiam ler o ângulo entre os buracos e o ponteiro determinaria a latitude do navio. Os quadrantes eram parecidos com os astrolábios, mas pesavam muito menos, porque tinham a forma de um quarto de círculo. Enquanto estes instrumentos eram mais precisos que o olho nu, eles não eram sempre exatos, especialmente quando um navio cruzava mares agitados, e era difícil para o navegador manter as mãos e os instrumentos firmes o bastante para obter as medidas.

Navegação estimada

Os marinheiros de 1400 melhoravam as suas leituras de latitude, no entanto tinham dificuldade em determinar a sua posição longitudinal, que dizia o quão distante o navio havia navegado para leste ou oeste. Eles dependiam de várias ações primitivas que compreendiam um método chamado "Navegação estimada", que requeria que alguém ficasse com o trabalho entediante de registrar a posição de navegação, assim como medir a velocidade do navio e o tempo de viagem para determinada direção, mas colher dados de velocidade requeria que os navegadores jogassem uma corda com nós na proa do navio, para ver o quão rápido o casco passava pelos nós. O cálculo do tempo da viagem geralmente era feito usando-se uma ampulheta, porque o ar salgado corroía os relógios da época. Os infelizes membros da tripulação que ficavam com esta tarefa tinham que virar a ampulheta de hora em hora, no segundo exato em que caía o último grão de areia. Em geral, o processo da navegação estimada era cheio de limitações e imprecisões que frequentemente mandavam o navio para outros lugares. Alguns navegadores confiavam mais em seus instintos de marinheiro do que na navegação estimada.

Prumo de mão

Este instrumento permitia aos navegadores medir a profundidade da água e é a ferramenta de navegação mais velha do mundo, datando do Egito Antigo. Consistia em um carretel, que pesava entre 7 e 9 kg, e uma longa corda que usava um pedaço de tecido ou couro para marcar as diferentes profundidades. O comprimento máximo era de 36 m e seu uso limitava-se aos portos, baías, rios e águas rasas costeiras. Para os navegadores de alto-mar do século 15, o instrumento era usado quando o navio se afastava dos portos ou se aproximava da costa, assim evitando que encalhasse ou batesse em grandes bancos de areia.

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Referências

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