Os quatro tipos de raciocínio moral de Campbell

Escrito por alexander eliot | Traduzido por aline ferreira
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Os quatro tipos de raciocínio moral de Campbell
Geoger Campbell foi um filósofo e teólogo escocês que viveu no século XVIII (Photos.com/Photos.com/Getty Images)

Geoger Campbell foi um filósofo e teólogo escocês que viveu no século XVIII. Os três focos do pensamento filosófico de Campbell eram linguagem, teologia e retórica. Uma de suas contribuições mais conhecidas para o campo da retórica foram seus quatro tipos de raciocínio moral, articulados em seu livro "The Philosophy of Rhetoric" (A filosofia da retórica). O filósofo classificou seus quatro tipos de raciocínio como "moral" porque era da opinião de que, por causa da solidez retórica de seu pensamento, um público teria que ter o dever moral de aceitar seus argumentos, a menos que uma reflexão melhor fosse apresentada.

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Experiência

O primeiro dos quatro tipos de raciocínio moral de Campbell é a "experiência". Como o nome sugere, a "experiência" é baseada em nossa própria percepção e observação. O filósofo achava que, através da tentativa e do erro, nossa própria experiência em retórica fortaleceria nossos argumentos sólidos e justificados. Em contrapartida, a experiência enfraqueceria os argumentos fracos que construímos, melhorando nossas habilidades retóricas.

Analogia

O segundo do quatro tipos é a "analogia". Campbell contrastou a analogia retórica com a experiência, alegando que a "analogia" é baseada em nossa experiências indiretas, tais como o pensamento hipotético. O filósofo sugeriu que numerosas analogias são usadas em retórica porque uma única analogia pode ser facilmente destruída por um oponente. O estudioso sugere o uso retórico da analogia preferivelmente como defesa argumentativa, em vez de um meio de fortalecimento de nossos raciocínios.

Testemunho

O terceiro tipo de raciocínio moral de Campbell é o "testemunho". Este é um tipo de pensamento retórico baseado nas experiências alheias. Tal como acontece com nossas próprias experiências, podemos transformar as experiências dos outros, a fim de fortalecer nossos próprios argumentos. Excetuando-se os casos em que uma conclusão generalizada é alcançada por meio de um estudo experimental, Campbell achava que o testemunho alheio é uma ferramenta retórica mais forte do que nossa experiência.

Cálculo de probabilidades

O último dos quatro tipos é classificado como "cálculo de probabilidades". Quando os outros três tipos de raciocínio moral são insuficientes para um argumento, o argumentador pode se valer da matemática para fortalecer seus argumentos. Porque a matemática é objetiva, o "cálculo das probabilidades" de Campbell funciona como um argumento à prova de falhas no debate retórico. Através da análise matemática das experiências anteriores no contexto do presente argumento, o argumentador pode criar uma probabilidade estatística como suporte do argumento que está sendo construído.

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