Regras para escrever histórias policiais

Escrito por nicholas zacharewicz | Traduzido por bruno robson ribeiro dos santos
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Regras para escrever histórias policiais
Existem regras a seguir para desvendar o mistério de escrever histórias policiais (Jupiterimages/Comstock/Getty Images)

Como escreveu S.S Van Dine, escritor de romances policiais do século 20: "A história de detetive é uma espécie de jogo intelectual". E, como acontece em todos os jogos, a escrita policial deve seguir um conjunto de regras. Algumas delas servem para qualquer tipo de escrita, independentemente do gênero, mas outras são exclusivas da arte de se escrever uma boa história policial. As mais importantes são ter um plano, respeitar o leitor, ajudar o culpado da história e dar ao leitor e ao detetive um mistério para resolver, fazendo a verdade vir à tona sutilmente através de cada pista dada.

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Tenha um plano

Com outros gêneros e estilos de escrita, geralmente você pode iniciar o trabalho com uma vaga ideia do enredo e então escrever algo decente, mas, com histórias policiais, ter um plano é absolutamente necessário pois, mais do que em qualquer outra escrita, o autor precisa saber cada detalhe da sua trama antes de escrevê-la. A maneira como um personagem está vestido, quão ocupado está o local onde os personagens se encontram, se o crime ocorreu em um feriado nacional (e qual), enfim, todos precisam ser conhecidos antes de começar o processo de escrita, porque esses detalhes serão relevantes de alguma forma para o mistério do livro. Alguns detalhes podem ser adicionados também, como pistas falsas, mas mesmo com esse recurso, você ainda precisará saber onde e quando as coisas ocorrerão no enredo para ter uma estrutura sólida na sua narrativa policial.

Respeite o seu leitor

Respeitar o leitor significa enxergá-los como pessoas inteligentes, e isso deve refletir na sua escrita. Para tornar essa relação clara, evite usar todos os clichês e lugares comuns que poderiam ser descritos pela frase "deus ex machina", que significa dar uma solução abrupta e repentina para o enredo baseado na vinda de um personagem, detalhe ou objeto inexplicável. Exemplos disso são as revelações de última hora, como surgir um gêmeo mal na trama, o uso repentino de poderes psíquicos ou a introdução inexplicável de uma única pista para o mistério. É importante respeitar o leitor ao escrever uma história policial, porque o gênero é basicamente um jogo intelectual, assim como o xadrez. Criar revelações convenientes é como obrigar o leitor a jogar com poucas peças.

Ajude o seu culpado

Você e seu leitor podem estar torcendo para o detetive ou herói da história, mas um bom mocinho precisa de um vilão interessante e desafiador. Como um escritor de romances policiais, você deve escrever o vilão como se ele fosse um jogo intelectual para o detetive, e deve ajudá-lo a cobrir suas pegadas corretamente. Estude bem as motivações do seu culpado, suas habilidades e como ele tem a oportunidade de cometer seus crimes ocultando sua identidade. Se ele conhecia a vítima, por exemplo, e ele negará que conhece, então certifique-se de que todas as pistas que apontam para essa mentira estejam cuidadosamente bem escondidas.

Dê para seu leitor o que você entrega para o detetive

Parte da diversão de ler um romance policial está em tentar desvendar o enigma que está em seu cerne. Embora esse seja o trabalho do detetive da sua história, o leitor tentará desvendar enquanto estiver lendo, e por isso você deve dar a ele todas as pistas que o detetive tiver e vice-versa. Dando ao leitor e detetive apenas o número certo de pistas, você estará trazendo seu leitor para o universo misterioso do livro, criando uma ideia de que ele é necessário para a resolução do mistério.

Faça suas pistas seguirem até a verdade

Todas as pistas incluídas na sua história devem, de alguma forma, conduzir à solução da trama. Obviamente que você não deseja que todas as pistas levem ao culpado, mas quando o leitor tiver terminado de ler, ele deve ser capaz de reler e ver claramente como as pistas levaram até o culpado.

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