Como surgiu a fita rosa da luta contra o câncer de mama?

Escrito por dan clark | Traduzido por andressa v. da nobrega
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Como surgiu a fita rosa da luta contra o câncer de mama?
A fita rosa é um símbolo da luta contra o câncer de mama (Photodisc/Photodisc/Getty Images)

A fita rosa é conhecida internacionalmente como um símbolo da luta contra o câncer de mama. Desde que surgiu, tornou-se universal e tem sido usado em roupas, adesivos e como logomarca em produtos cujas companhias doam uma parte de sua renda para a pesquisa e tratamento do câncer de mama.

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História

Em 1979, Penney Laingen amarrou fitas amarelas ao redor das árvores em seu quintal como um símbolo de sua profunda vontade de que o marido, tomado como refém no Irã, voltasse para casa. Apesar de ter sido importante em transformar laços de fita em um símbolo de conscientização, ela se inspirou na música de 1973, "Amarre uma fita amarela ao redor do antigo carvalho", que se referia ao uso de fitas amarelas usadas por mulheres para mostrar devoção a alguém na cavalaria e encorajava outras pessoas a usá-la para demonstrar sua saudade por pessoas queridas. O símbolo da fita amarela foi usado por várias pessoas em solidariedade a Laingen e posteriormente foi usada por soldados lutando na Guerra do Golfo. Em 1990, ativistas da luta contra a AIDS se inspiraram nisso para criar uma fita vermelha e a ideia rapidamente se difundiu para outras doenças.

Primeiro uso

O primeiro uso conhecido de fitas cor de rosa associadas ao câncer de mama foi no outono de 1991. A Fundação Susan G. Komen Contra o Câncer de Mama, que já estava dando viseiras rosas para as participantes que sobreviveram à doença, deu fitas rosas para todas as participantes de sua Corrida pela Cura. Esse evento, entretanto, não provocou o uso massivo do símbolo.

Fitas cor de pêssego

Charlotte Haley, de 68 anos, que viu três familiares próximas lutarem com o câncer de mama, estava produzindo milhares de laços de fita na cor pêssego feitos à mão em sua sala de jantar no começo de 1992. Suas fitas eram acompanhadas por um cartão que dizia: "O orçamento anual do Instituto Nacional do Câncer é de US$ 1,8 bilhão (aproximadamente R$ 3,6 bilhões), apenas 5% é usado para a prevenção do câncer. Ajude-nos a acordar nossos legisladores e todos os Estados Unidos usando essa fita". Ela distribuiu as fitas em seu mercadinho local e escreveu para mulheres famosas, fazendo com que a campanha se espalhasse de boca em boca.

Fitas rosas

De maneira independente da campanha de Charlotte Haley, Alexandra Penney teve uma ideia parecida enquanto trabalhava como editora na edição especial para o Mês da Luta contra o Câncer de Mama da revista "Self". Ela pensou em criar uma fita para o câncer de mama e pediu a empresas de cosméticos para distribuí-la em lojas da cidade de Nova York. Evelyn Lauder, que havia sido uma editora convidada no mês anterior do Mês da Luta contra o Câncer de Mama e era vice-presidente da empresa de cosméticos Estée Lauder, prometeu divulgar a campanha por todo o país. Após ler sobre as fitas pêssego, as duas contactaram Haley, mas ela não estava interessada em trabalhar com elas. Os advogados de Penney e Lauder sugeriram a elas continuar com a campanha escolhendo uma cor diferente. Elas escolheram rosa.

Popularidade

Mais de 1,5 milhão de fitas rosas foram distribuídas em lojas e quiosques de maquiagem apenas naquele outono. O símbolo rapidamente se espalhou internacionalmente e para outros meios de comunicação e tem permanecido predominante há anos.

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